Após 'bater na trave' de novo, Ponte crê que sonhado 1º título virá em breve

'Uma hora vamos conquistar este sonhado título', afirma vice-presidente da clube

Estadao Conteudo

08 Maio 2017 | 18h02

Ainda não foi desta vez que a Ponte Preta quebrou o jejum de jamais ter conquistado um título em sua história centenária de 116 anos. Mas parece existir em toda sua coletividade (direção, jogadores e torcida a consciência de que o título está ficando maduro e virá em breve. Nos últimos anos, o time tem 'batido na trave'.

"Nós temos a cada dia aprimorado nossa estrutura. Sabemos que não temos o mesmo caminhão de recursos de outros grandes clubes, mas trabalhamos sempre tentando fazer o melhor", diz o presidente Vanderlei Pereira, em tom otimista e pouco comum para quem passou a vida controlando recursos. Pereira foi diretor financeiro de uma grande empresa por três décadas. Ele faz parte do grupo político do patrono Sérgio Carnielli, que assumiu o controle do clube em 1997. Ou seja, há 20 anos.

Em um intervalo de menos de dez anos, a Ponte disputou duas finais paulistas. Em 2008, caiu diante do Palmeiras, perdendo em casa por 1 a 0 e em São Paulo por 5 a 0. Agora, em 2017, foi superado pelo Corinthians, que colocou uma "mão na taça" ao ganhar o primeiro duelo da final por 3 a 0, em Campinas, antes de garantir o título com um empate por 1 a 1, no último domingo, no Itaquerão.

Em 2013, o time quase conquistou um título internacional logo em sua primeira participação num evento deste porte. Foi finalista da Copa Sul-Americana, empatando com o Lanús no lotado Pacaembu por 1 a 1 e perdendo na Argentina por 2 a 0.

Ano passado, terminou em oitavo lugar no Campeonato Brasileiro, sendo asa negra para muitos adversários. Esta sequência num plano superior é visto como um indício de que o time está subindo, degrau a degrau, em termos técnicos. "Realmente temos evoluído tecnicamente e uma hora vamos conquistar este sonhado título. É uma questão até lógica", afirma o vice-presidente da Ponte, Giovanni Dimarzio.

OUTROS VICES

Mas a história da Ponte Preta registra outros vices. Ao contrário de seu rival Guarani, que subiu à elite paulista em 1949, ela só chegou à primeira divisão estadual em 1969. Foi campeã, mas uma conquista ignorada por sua própria torcida, que sofreu muito e acumulou rivalidades intensas com rivais no interior até chegar à elite do Estado.

Um ano após este acesso, a Ponte Preta sagrou-se vice-campeã paulista, ficando atrás do São Paulo. No confronto direto entre ambos, o time campineiro foi prejudicado pela arbitragem com uma penalidade máxima inexistente - uma falta cometida um metro fora da área - assinalada por Arnaldo César Coelho, hoje comentarista da TV Globo.

Mas foi em 1977 que ocorreu a disputa pelo título mais emblemática do clube, mesmo também sendo vice-campeã. A Ponte tinha um supertime e era, tecnicamente, superior ao Corinthians. Mas o adversário estava há 23 anos na fila e foram três jogos de muita pressão psicológica, todos disputados no Morumbi.

Dois anos depois, em 1979, o Corinthians levou vantagem na decisão diante dos campineiros, que voltaram a perder outra final em 1981 contra o São Paulo. No dia 11 de agosto, a Ponte Preta completa 117 anos de sua fundação e continua atrás de seu primeiro título. Um sonho fomentado por dezenas de gerações, que passou de pai para filho e parece não ter fim. A saga continua.

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