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Após carinho em casa, 'croata' Sammir mira vaga no time

Ele tem a concorrência de Rakitic e Modric, os jogadores mais badalados do país, mas acredita que ainda pode ser um dos titulares

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Fernando Faro,
Agência Estado

08 Junho 2014 | 11h21

Quando saiu do banco de reservas do Estádio de Pituaçu, em Salvador, para entrar em campo no amistoso contra a Austrália, na última sexta-feira, 6, Sammir realizou o sonho de jogar profissionalmente pela primeira vez no estado em que nasceu. Natural de Itabuna (BA), o brasileiro precisou atravessar o Oceano Atlântico e desembarcar na Croácia para conquistar seu lugar no futebol.

Naturalizado croata desde 2012, ele teve apenas cinco jogos para superar as dúvidas e conquistar a confiança dos companheiros e do técnico Niko Kovac. Agora, ele procura um lugar na equipe justamente no setor mais disputado. Meia-atacante, ele tem a concorrência de Rakitic e Modric, os jogadores mais badalados do país, mas acredita que ainda pode estar entre os 11 no dia da estreia contra o Brasil, no próximo dia 12, no Itaquerão, em São Paulo.

"Quem sabe? Ainda temos uma semana pela frente e sei que são grandes jogadores, de equipes como Real Madrid e Sevilla, mas tenho que me manter focado no meu trabalho para quem sabe surpreender e conseguir uma vaga", afirmou.

Ao menos nos treinos, ele tem deixado uma ótima impressão nos companheiros e também na comissão técnica. Niko Kovac, técnico que o deixou de fora das primeiras convocações, não esconde a empolgação com Sammir.

"Eu não tinha uma relação próxima com ele. Antes de conhecê-lo como técnico só ouvia falar do que era escrito sobre ele. Trabalhando no dia a dia vi que ele é exatamente o oposto, não fala muito mas treina muito forte e no amistoso contra a Áustria ele foi muito bem. Ficamos muito felizes que ele pôde fazer um grande jogo ontem (última sexta-feira, 6) diante de seus familiares", disse o treinador.

Kovac se refere ao rótulo de jogador problemático que Sammir carrega. Em 2013, foi afastado pelo Dínamo de Zagreb "por causa das repetidas demonstrações de desrespeito para com o clube e seus companheiros de equipe", como criticou duramente diretor do clube, Zoran Mamic. À época ele era acusado de promover festas mesmo perto de jogos importantes.

Antes de chegar ao Dínamo, Sammir perambulou por clubes do Brasil como Atlético-MG e São Caetano, sem grande destaque. No Leste Europeu conquistou seu espaço e impressionou tanto nos trabalhos de preparação que tem arrancado elogios até de jogadores mais experientes. 

"Foi o jogo mais especial da minha carreira, pela primeira vez na minha vida joguei na frente da minha família e estou feliz que eles vieram para o meu jogo", disse o jogador, que tem outro brasileiro como companheiro: Eduardo da Silva, com passagens por Arsenal e Shakhtar Donetsk.

Por enquanto Sammir ainda não conseguiu se firmar entre os titulares, mas tem a esperança de conseguir convencer Kovac de que pode ser uma arma útil especialmente no primeiro jogo, justamente contra o Brasil, na estreia da Copa

"Ainda temos uma semana para estar a 100% e ganhar pelo menos um ponto. Temos a qualidade dos nossos jogadores, muitos que atuam em grandes clubes e têm a experiência. A pressão estará com o Brasil", destacou.

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