Felipe Rau/Estadão - 29/4/2012
Felipe Rau/Estadão - 29/4/2012

O Estado de S. Paulo

05 Maio 2018 | 07h00

Um dos clássicos mais antigos e também de maior rivalidade do futebol brasileiro promete parar Campinas. Depois de cinco anos, o dérbi campineiro volta a acontecer neste sábado pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. A partir das 19 horas, Guarani e Ponte Preta se enfrentam no estádio Brinco de Ouro da Princesa.

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O primeiro dérbi foi realizado em 1912 e esse será o de número 191. O último aconteceu pelo Campeonato Paulista de 2013 e terminou com a vitória da Ponte Preta sobre o Guarani, por 3 a 1, no Brinco de Ouro. No geral, o time alviverde leva vantagem sobre o rival alvinegro: 66 vitórias contra 62 dos alvinegros, além de 62 empates. É um duelo centenário parecido a Corinthians e Palmeiras; Grêmio e Internacional ou Cruzeiro e Atlético-MG. 

"Acho que este confronto está entre os cinco clássicos mais empolgantes do Brasil" – diz Careca, ex-seleção brasileira e que se consagrou num dérbi quando tinha apenas 17 anos, em 1978, ao marcar dois gols. No total, balançou as redes 118 vezes com a camisa do clube, terceiro maior da história. Hoje com 57 anos e com passagens por Napoli-ITA, São Paulo e seleção brasileira, o ex-artilheiro aposta em uma vitória alviverde por 2 a 1.

"A rivalidade continua apesar de cinco anos sem acontecer o clássico. O dérbi aquece tudo: cidade, torcida e até o jornalismo. São muitas histórias, é muita rivalidade. Vejo como um dos principais clássicos do país. É diferente dos jogos entre os times da Capital, porque são só dois na cidade, tem um significado maior", apontou o ídolo nacional. 

O ex-meia Piá, camisa 10 da Macaca no início dos anos 2000, adota o mesmo discurso de Careca. Mesmo tendo disputado vários clássicos por Corinthians e Santos, o ídolo pontepretano acredita que o dérbi é diferente pelo fato de Campinas ter apenas os dois clubes. Sua aposta, porém, é 2 a 0 para a Ponte mesmo atuando na casa do rival.

"O dérbi é um campeonato à parte. Quando cheguei não sabia a importância do jogo. Atuei por Santos e Corinthians, mas em nenhum lugar vi uma rivalidade como a de Campinas. Na Capital, são vários clássicos. Eu vejo Campinas pequena para o tamanho do dérbi. Os nervos ficam aflorados, é uma loucura. Quando chegava a semana do dérbi, tinha jogador que ficava em casa. Eu gostava do dia a dia, daquela muvuca", comentou Piá, que tem 43 anos e é gerente de futebol no Independente de Limeira.

O ex-zagueiro Oscar Bernardi, ídolo da Ponte Preta, afirmou que os anos sem clássicos transformaram o encontro. "O tempo sem dérbi acirrou a rivalidade. Tem uma expectativa muito grande, principalmente pelos torcedores. Campinas sentia falta desse clima", afirmou.

Maior jogador da história da Ponte Preta, o meia Dicá, aos 68 anos, fica recluso por semanas antes do dérbi. Por três décadas ele vestiu a camisa 10 da Macaca, tendo recebido há dois anos um busto único no salão nobre do Majestoso. Mas ele evita fortes emoções e mantém sua rotina em todos os jogos do time de coração. Não vê pela televisão, nem mesmo ouve pelo rádio. Depois só pergunta para alguém como foi o jogo e no dia seguinte pega mais informações sobre o que aconteceu.

De acordo com Piá, o diferencial era sentir o clima do clássico. E as duas diretorias tentaram isso. Na última terça-feira, os clubes anunciaram que fariam treinamentos abertos para seus torcedores na sexta-feira: às 17 horas no estádio Moisés Lucarelli, o Majestoso, e às 18 horas no Brinco de Ouro da Princesa. 

No entanto, por questão de segurança, e determinação da Polícia Militar e do Ministério Público, as duas atividades serão realizadas com os portões fechados. Os estádios são separados por apenas 800 metros e uma avenida. A antiga Avenida dos Esportes agora se chama Ayrton Senna e tem sido palco de muitos conflitos.

TORCIDA ÚNICA

Pela primeira vez ao longo da história, o dérbi será realizado com torcida única. Desde o ano passado que o Ministério Público determinou que os principais clássicos do Estado teriam a presença apenas de torcedores do time mandante. Assim, o duelo deste sábado poderá ser acompanhando apenas por bugrinos. Resta aos pontepretanos se reunirem na frente da televisão ou ouvir o jogo pelo rádio. Em casa, sozinho ou com amigos, ou em bares e botecos de esquinas.

A lotação do Brinco vai estar completa. São esperadas 18 mil pessoas no maior evento esportivo da cidade de 1,2 milhão de habitantes. Curiosamente os dois rivais se revezam em pesquisas de opinião como quinta força da cidade, atrás em tamanho de torcidas dos grandes clubes do Estado (Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos).

"Eu não gostaria de jogar com torcida única, porque o que te motiva dentro de campo são os torcedores dos dois lados. Mas, hoje em dia, isso é necessário devido ao alto número de pessoas agressivas, porque muitos vão para o estádio para procurar confusão. É triste. Vai ter que ter uma mobilização muito grande nos arredores do estádio.

Essa semana já tivemos problemas, então, o clima está muito tenso entre os lados", comentou Zenon, há quase três décadas atua como analista esportivo. Atualmente com 64 anos, o ex-jogador foi um dos destaques do time bugrino na sua maior conquista: o título Brasileiro de 1978. Ele brilhou ao lado de Careca, Renato e Zé Carlos, em um 'quarteto mágico'.

E o clima de tensão já se instalou em Campinas. Há algumas semanas, quando o Guarani conquistou a Série A2 do Paulista, integrantes da Fúria Independente, do Bugre, invadiram a sede da Torcida Jovem, da Macaca, e protagonizaram um quebra-quebra. Na semana passada, no dia em que os ingressos começaram a ser vendidos no Brinco de Ouro, membros das organizadas dos dois clubes se enfrentaram nos arredores do estádio. O saldo: 20 pessoas foram presas.

HERÓIS IMPROVÁVEIS

O chamado "Dérbi do Século" reuniu Guarani e Ponte Preta na semifinal do Campeonato Paulista de 2012. Diante de um Brinco de Ouro lotado, o time alvinegro saiu na frente com gol de Caio aos 39 minutos do primeiro tempo. Principal jogador bugrino, o meia Fumagalli havia dado lugar para Medina um pouco antes devido a uma contusão. O torcedor, que antes lamentou a saída do ídolo, mais tarde iria comemorar.

No começo do segundo tempo, Fábio Bahia deixou tudo igual para o Guarani. Depois disso, brilhou a estrela de Medina. O jogador que saiu do banco de reservas marcou aos 23 e aos 41 minutos, garantindo o time alviverde na grande final do Paulistão, onde perderia para o Santos de Neymar.

"Aquela semifinal foi inesquecível. O protagonista era o Fumagalli e não eu. Pude entrar e marcar meu nome na história do dérbi. Hoje, todo mundo me conhece na cidade. Eu, inclusive, casei com uma campineira. Fiquei um pouco nervoso na hora em que o Vadão (treinador) me chamou para entrar no lugar do Fumagalli, porque não vinha jogando, não estava entrando. Mas foi uma coisa espetacular", lembrou Medina, que tem 28 anos e atualmente defende o Náutico na Série C do Brasileiro.

Do lado da Ponte Preta é impossível falar em dérbi em sua história mais recente e não lembrar de Darío Gigena. Contratado junto ao Colón-ARG e até então desconhecido da torcida, o atacante argentino caiu nas graças dos torcedores alvinegros ao marcar três gols – o famoso hat-trick - no clássico válido pelo Campeonato Brasileiro de 2003, em pleno Brinco de Ouro.

Na época, a Ponte Preta passava por graves problemas financeiros, com salários atrasados e correndo risco de rebaixamento. Por tudo isso, o Guarani era considerado favorito. Após o primeiro tempo terminar empatado sem gols, a estrela de Gigena brilhou na etapa final, quando marcou três vezes, sendo duas de pênalti. Nas comemorações, o atacante colocou uma máscara de macaco e fez a festa junto aos torcedores.

Não é a toa que ganhou uma bandeira e ainda tem uma forte ligação com o clube, tanto que acompanhou os jogos contra Vélez Sarsfield-ARG e Lanús-ARG, na Argentina, na campanha do vice na Sul-Americana de 2013. "O dérbi significou muito em minha vida, em minha carreira. Nunca vou esquecer quando cheguei em Campinas e o Kiko (dirigente pontepretano na época) mostrou o calendário para mim e disse: Darío é esse jogo. Contra o Guarani tem que fazer gols e ganhar. Isso mostrou a dimensão do duelo. Foi o melhor jogo que fiz e fiquei muito feliz, em olhar para a torcida e ver muita gente emocionada e feliz. Por isso eu gosto tanto da Ponte Preta", comentou Gigena. Hoje, com 40 anos e já aposentado, o ex-jogador mora na Argentina, mas vez ou outra vai para Campinas assistir aos jogos no meio da torcida. Na sua casa ele tem uma piscina que tem o escudo da Ponte Preta no fundo.

MISTER DÉRBI

Hoje comandando a seleção brasileira feminina e com passagens por muitos clubes, Vadão é conhecido como "Mister Dérbi". O apelido se deve pelo fato dele jamais ter perdido o clássico campineiro em nove confrontos. O treinador de 61 anos comandou o Guarani em cinco jogos - quatro vitórias e um empate - e a Ponte Preta em quatro - uma vitória e três empates. 

Se Umberto Louzer e Doriva quiserem, aí vai uma dica: "Todos os detalhes são importantes, mas o eu percebi que às vezes você é melhor que o adversário, está mais entrosado, mas a cobrança é muito grande de todos os lados, todo mundo fica mais tenso, mais aguerrido. Então, eu acho que o mais importante é o controle da emoção, o lado psicológico. Isso é fundamental para manter a postura de jogo que o time está acostumado", avisou Vadão, que vê o confronto deste sábado bastante equilibrado e sem favoritos.

OS TIMES

Guarani e Ponte Preta chegam ao 191.º dérbi em pé de igualdade nesta Série B. Os dois times somaram três pontos nas três primeiras rodadas: uma vitória e duas derrotas. Enquanto os alviverdes ganharam a única partida que fizeram no Brinco de Ouro - 2 a 0 sobre o Sampaio Corrêa -, os alvinegros pontuaram apenas como visitantes - 1 a 0 diante do Criciúma.

Sem jogar há dez dias, o Guarani fechou todos os treinamentos dessa semana para a imprensa e por isso a escalação inicial ainda é um mistério. O técnico Umberto Louzer não terá o zagueiro Philipe Maia, que recebeu o terceiro cartão amarelo na derrota para o Atlético-GO, por 3 a 2, em Goiânia. Seu companheiro Anderson sentiu uma lesão muscular e ainda é dúvida. Assim, a zaga bugrina deve ser formada pelos estreantes Éverton Alemão e Edson Silva.

O time alviverde ainda terá outras novidades. Os atacantes Erik e Bruno Mendes voltam a ficar à disposição depois de desfalcarem o Guarani nas três primeiras rodadas por suspensão e contusão, respectivamente. Já o lateral-esquerdo Marcílio foi liberado pelo departamento médico e retorna no lugar de Kevin. É a principal força de momento pelos lados do Brinco, com a base do time campeão da Série A2 Paulista, que garantiu o retorno à elite estadual em 2019.

Diferente do rival, que teve tempo para treinar, a Ponte Preta entrou em campo na última quarta-feira, quando perdeu para o Flamengo, por 1 a 0, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Apesar da proximidade entre as partidas, o técnico Doriva vai realizar mudanças entre os titulares.

Desfalques contra o time por terem defendido outros clubes na Copa do Brasil, o zagueiro Reginaldo, o meia Danilo Barcelos e o atacante André Luis estão à disposição. O volante Marciel, que vinha atuando improvisado na esquerda, e o atacante Felippe Cardoso estão com as vagas entre os titulares bem ameaçadas. 

Após o rebaixamento do campeonato brasileiro do ano passado, a Ponte Preta tentou fazer do Paulistão uma competição de experiências e quase de seu mal: só escapou do rebaixamento na última rodada. Como consolo, depois conquistou o Troféu do Interior, confirmando a fama de ser um time acostumado a ressurgir das cinzas.

FICHA TÉCNICA

GUARANI X PONTE PRETA

GUARANI: Bruno Brígido; Lenon, Éverton Alemão, Edson Silva e Marcílio; Baraka, Ricardinho, Bruno Nazário, Rondinelly e Erik; Bruno Mendes. Técnico: Umberto Louzer.

PONTE PRETA: Ivan; Igor, Renan Fonseca, Reginaldo e Orinho; André Castro, Paulinho e Tiago Real; André Luis, Felippe Cardoso e Danilo Barcelos. Técnico: Doriva.

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

Horário: 19 horas

Na TV: SporTV

Local: Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP).

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O Estado de S.Paulo

05 Maio 2018 | 07h00

"Brinco de Ouro, a nossa taba, construída com devoção". Essa frase do hino mostra a importância do Brinco de Ouro da Princesa para o Guarani. Estádio que chegou a ir para leilão em 2015 por conta das dívidas - giravam em torno de R$ 250 milhões - do clube. Agora, o local vira a arma bugrina para conquistar um grande resultado diante da rival Ponte Preta, no tradicional dérbi campineiro, marcado para as 19 horas deste sábado, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.

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Fundado em 1953, o Brinco já recebeu 52.002 pessoas em abril de 1982, quando o Guarani foi derrotado pelo Flamengo, por 3 a 2, pela semifinal do Campeonato Brasileiro. Em dérbi já recebeu 34.222 torcedores no dia 30 de janeiro de 1980 para uma vitória da Ponte Preta, por 1 a 0. Mas, curiosamente, o maior público do dérbi foi registrado na única vez em que foi disputado fora da cidade. Ocorreu no dia 3 de junho de 1979 no Pacaembu diante de 38.948 pessoas e com vitória do Guarani por 2 a 0.

Agora, por conta de algumas reformas que precisaram ser realizadas, principalmente no tobogã, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) libera o estádio para receber no máximo 18.170 torcedores. E esse deve ser o público do dérbi 191. Mais de 16 mil ingressos foram comprados de forma antecipada até a manhã de sexta-feira.

Devido as dívidas do clube, o Brinco de Ouro foi para leilão e, em 2015, acabou sendo arrematado pela Maxion Empreendimentos por R$ 105 milhões. No entanto, a Justiça acabou cancelando a ação porque a lei determinava que o valor pago não poderia ser menor que o da avaliação de peritos. Antes, a Justiça Federal avaliou em R$ 410 milhões a área ocupada pelo estádio.

Foi aí que apareceu a Magnum. Patrocinadora do clube em 1994, a empresa comandada por Roberto Graziano comprou o Brinco de Ouro, onde pretende construir edifícios comerciais, além de um hotel. No acordo, Graziano ainda assumiu todas as dívidas trabalhistas do clube, prometeu investir R$ 350 mil por mês no futebol durante dez anos, ajudar na construção de uma arena com capacidade para 20 mil pessoas, além de um centro de treinamento e uma sede social. Até que sejam cumpridas todas estas obrigações, o estádio pertence ao clube.

O acordo foi muito importante para que o Guarani conseguisse se reerguer dentro do cenário nacional, tanto que em 2016 conquistou o acesso para a Série B do Brasileiro e recentemente, em abril de 2018, retornou à elite do Paulistão ao se sagrar campeão da Série A2. E o Brinco de Ouro vem sendo uma das principais armas do time.

Em 2018, o Guarani fez dez partidas como mandante e acumulou oito vitórias, além de um empate e apenas uma derrota. Nas semifinais e finais da Série A2 recebeu públicos superiores a 16 mil torcedores.

Neste sábado, o Brinco de Ouro da Princesa vai acolher o seu 63.º dérbi e os números são bem equilibrados. O alviverde tem 16 contra 15 vitórias do alvinegro, além de 29 empates.

O último dérbi, inclusive, foi realizado no Brinco de Ouro. Em fevereiro de 2013, pelo Campeonato Paulista, a Ponte Preta levou a melhor e venceu por 3 a 1. Agora, os bugrinos buscam a reabilitação, enquanto os pontepretanos tentam igualar ao número de vitórias atuando no estádio do seu maior rival. O desafio está lançado.

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O Estado de S.Paulo

05 Maio 2018 | 07h00

A cidade de Campinas começou a respirar o clima de dérbi já no dia 6 de fevereiro, quando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou as datas dos confrontos entre Guarani e Ponte Preta pelo Campeonato Brasileiro da Série B. O primeiro duelo, válido pela quarta rodada, acontece neste sábado, às 19 horas, no Brinco de Ouro da Princesa.

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A última vez que os dois rivais se enfrentaram foram em janeiro de 2013 e a Ponte Preta ganhou por 3 a 1, na casa do principal adversário. Cinco anos depois, o dérbi volta a acontecer no mesmo local. Essa será a 191.ª vez que os dois times protagonizam um dos principais clássicos do futebol brasileiro.

E, pela primeira vez em 106 anos de história, o dérbi será realizado com torcida única por conta de uma determinação do Ministério Público. Assim, neste sábado apenas os bugrinos poderão acompanhar ao jogo no Brinco de Ouro. No segundo turno, só os pontepretanos assistirão a partida no Moisés Lucarelli, o Majestoso.

A expectativa é de casa cheia. O Guarani disponibilizou uma carga de 18.170 ingressos e quase todos já foram vendidos. Restam pouco menos de dois mil. Como a torcida da Ponte Preta está vetada, as duas cabeceiras serão liberadas para os bugrinos, que prometem uma grande festa nas arquibancadas.

Fora do estádio, porém, o clima é de tensão. Isso porque, na semana passada, membros de torcidas organizadas dos dois clubes brigaram nos arredores dos estádios no dia em que os ingressos começaram a ser vendidos. O saldo foi de 20 pessoas presas. Antes, logo depois do Guarani ser campeão da Série A2 do Paulista, integrantes da Fúria Independente invadiram e quebraram a sede da Torcida Jovem, que fica na frente do Moisés Lucarelli. Os dois estádios são separados por apenas 800 metros da Avenida Ayrton Senna.

Para evitar novos confrontos, a Polícia Militar armou um "superesquema" de segurança, com 300 policiais espalhados dentro e fora do Brinco de Ouro, helicóptero Águia e até um drone. As ruas entorno do estádio serão fechadas a partir do meio dia e apenas moradores e bugrinos que estiverem com ingressos nas mãos poderão transitar no local. A Ponte ainda tentou a liberação para instalar um telão no Moisés Lucarelli, mas sem sucesso.

Na última quarta-feira, por motivo de segurança e atendendo um pedido da PM, os dois times cancelaram os treinos abertos que marcaram para sexta-feira. A Ponte Preta ainda fez uma proposta buscando um acordo, que foi rejeitada pelo Guarani. Assim, as atividades serão fechadas. Os dois times só vão ser vistos frente a frente no gramado.

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