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Após fracasso de projeto, cobertura do Morumbi vive incerteza

Fernando Faro - O Estado de S. Paulo

04 Junho 2014 | 07h 00

Aidar tenta remontar o projeto, mas sofre com falta de investidores e vê rivais se fortalecerem

SÃO PAULO - Enquanto acerta os últimos detalhes da excursão para os Estados Unidos e sonda o mercado atrás de jogadores, o presidente Carlos Miguel Aidar tem um problema espinhoso para resolver. O projeto de cobertura do Morumbi naufragou e agora partirá do zero enquanto seus principais rivais estão finalizando seus novos estádios e deixarão a casa são-paulina obsoleta em termos de estrutura.

As duas manobras da oposição para impedir a votação do projeto acabaram afugentando os investidores que formavam o fundo que bancaria a obra. "Essa obstrução protelou demais o prazo para as obras e as incertezas das eleições também fizeram que os interessados ficassem com medo de investir", explica o conselheiro José Francisco Manssur, que conduziu praticamente todo o projeto durante a gestão de Juvenal Juvêncio.

Felipe Rau/Estadão
Aidar admite não ter saída para o Morumbi no momento

Por enquanto o que será feito com o Morumbi é incerto. Aidar, um dos mais ferrenhos defensores do antigo projeto, tinha como meta definir uma nova proposta até o segundo semestre, mas não avançou. "Aquele modelo, da forma como tinha sido pensado, acabou. Ainda não sei o que fazer", disse o presidente ao Estado. A dúvida é como remontar a proposta e atrair novos investidores.

Orçada em R$460 milhões - montante pago integralmente pelos investidores -, a obra previa a cobertura das arquibancadas, a construção de dois prédios de estacionamento para dois mil veículos e uma arena multiuso para 28 mil pessoas, cujo espaço seria cedido por dez anos aos financiadores da obra. "Perdemos muita credibilidade depois do que aconteceu", lamenta.