Site/Grêmio
Site/Grêmio

Em negociação marcada por receio, São Paulo pagará salário de Maicosuel no Grêmio

Atacante foi apresentado na quinta no time gaúcho com contrato de empréstimo até julho

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2018 | 14h07

O São Paulo vai arcar com 100% dos salários do atacante Maicosuel no empréstimo até julho ao Grêmio. O acordo foi firmado entre as equipes depois que o jogador apresentou problemas musculares e no osso púbico em exames feitos em sua chegada no clube gaúcho.

No São Paulo, Valdívia promete superar desconfiança e espera fazer 'até gol feio'

O Estado apurou que a negociação foi marcada por receio. Ainda que o São Paulo visse com otimismo a possibilidade de transferência, havia preocupação de que o Grêmio recuasse por causa dos exames. O andamento da negociação neste início de mês trouxe preocupações no Morumbi, e o clube já pensava em alternativas para que Maicosuel não ficasse "encostado", uma vez que já estava fora dos planos da comissão técnica de Dorival Junior.

Pelo acordo firmado após os exames, Maicosuel fica no Grêmio até julho, com salários bancados pelo São Paulo. O clube gaúcho poderá renovar o empréstimo por mais seis meses e, se isso acontecer, assume a maior parte dos pagamentos ao atleta. Inicialmente, os clubes tinham acordado um contrato de 12 meses e pagamentos divididos em 50% de cada equipe.

Já apresentado no Grêmio, Maicosuel divulgou uma nota nesta sexta em que reconhece ter rendido menos que o esperado no clube paulista, onde chegou em julho de 2017, comprado do Atlético-MG. "Não fujo das minhas responsabilidades e sei que infelizmente pouco pude contribuir em campo", diz o jogador."Primeiramente pelos problemas físicos que enfrentei na minha chegada e depois por não ter recebido oportunidades de ter sequência mesmo totalmente recuperado."

 

 

Não poderia dar início essa nova etapa da minha carreira com tranquilidade sem antes dar uma satisfação ao torcedor do @saopaulofc e externar que foi uma honra vestir a camisa do clube. Não fujo das minhas responsabilidades e sei que infelizmente pouco pude contribuir em campo, primeiramente pelos problemas físicos que enfrentei na minha chegada e depois por não ter recebido oportunidades de ter sequência mesmo totalmente recuperado. Imaginei que teria mais tempo para superar esses obstáculos, não aconteceu, e que bom que apareceu um clube da magnitude do Grêmio para confiar em mim e me dar a chance de um novo recomeço. A única ressalva que gostaria de fazer é a de que não tive nenhum problema de indisciplina dentro do clube, como infelizmente algumas pessoas, não sei por quais motivos, quiseram fazer parecer. Minha saída foi única e exclusivamente opção da comissão técnica e qualquer queixa interna fatalmente teve ou terá relação com isso. Meus sinceros agradecimentos aos torcedores, que me incentivaram desde que cheguei, aos meus companheiros de time e funcionários do clube. Meus pensamentos positivos estarão sempre direcionados a vocês. Espero ter deixado as portas abertas, pois tentei agir com honestidade e integridade do primeiro ao último dia de trabalho, abrindo mão, inclusive, de alguns direitos para poder ficar com minha consciência tranquila de que não prejudicaria o clube, que é o principal de tudo, sempre. Como falei, é uma alegria sem tamanho ter a oportunidade de jogar no Grêmio, algo que, sem clichê, sempre tive vontade. Sinto uma motivação e um desejo de vencer que não cabem dentro de mim e vou fazer o máximo em campo para mostrar isso e honrar a confiança que me foi depositada.

Uma publicação compartilhada por @ maico77oficial em

O jogador aposta em um recomeço. "Imaginei que teria mais tempo para superar esses obstáculos, não aconteceu, e que bom que apareceu um clube da magnitude do Grêmio para confiar em mim e me dar a chance de um novo recomeço."

Maicosuel nega que tenha tido problemas com a diretoria ou comissão técnica por indisciplina, reafirma que sua saída se deu por decisão da comissão técnica, e deixa em aberto a possibilidade de voltar para o clube paulista.

"Não tive nenhum problema de indisciplina dentro do clube, como infelizmente algumas pessoas, não sei por quais motivos, quiseram fazer parecer", afirma. "Espero ter deixado as portas abertas, pois tentei agir com honestidade e integridade do primeiro ao último dia de trabalho, abrindo mão, inclusive, de alguns direitos para poder ficar com minha consciência tranquila de que não prejudicaria o clube, que é o principal de tudo."

Mais conteúdo sobre:
São Paulo Futebol Clube

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.