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Futebol Internacional

Após suspeita de irregularidades, Rosell renuncia à presidência do Barcelona

O Estado de S. Paulo

23 Janeiro 2014 | 12h 22

Dirigente é investigado pela justiça espanhola por desvio de dinheiro na contratação de Neymar

BARCELONA - Após suspeitas de irregularidades na contratação de Neymar, Sandro Rosell renunciou nesta quinta-feira ao cargo de presidente do Barcelona, segundo o jornal Mundo Deportivo. O novo presidente do clube catalão será Josep Maria Bartomeu, que era o vice. No meio do ano uma eleição deve ser convocada para apontar quem será o novo mandatário do clube. O último presidente do Barcelona a deixar a presidência do clube dessa forma foi Joan Gaspart em 2003.

Rosell sai na mesma semana em que deu explicações para minimizar a investigação movida pela justiça espanhola sobre o desvio de dinheiro na negociação com o atacante santista. A suspeita é que parte do dinheiro investido para trazer Neymar foi desviado dos cofres do clube. A pressão foi determinante para a decisão de Rosell, que vai oficilizar a decisão em entrevista coletiva às 15h, pelo horário de Brasília.

O jornal espanhol El Mundo publicou na última segunda-feira que a contratação de Neymar 95 milhões de euros (R$ 300 milhões). Sandro Rosell, no entanto, garante que os 57 milhões de euros (cerca de R$ 180 milhões) oficializados após a negociação são de fato o valor da transferência.

Nos supostos contratos secretos estariam 8,5 milhões de euros que iriam para o pai de Neymar. O Barcelona ainda teria pago 7,9 milhões para reservar eventuais promessas que surgissem no Santos e mais 9 milhões de euros para jogar um amistoso contra o clube. A essa conta ainda deveriam ser somadas comissões para a realização de projetos sociais nas favelas, num valor de 2,5 milhões de euros. Outros 2 milhões seriam usados para buscar novos craques no Brasil, além de 4 milhões de euros para atrair investidores brasileiros. Desse valor, outros 5% de comissão ao pai de Neymar mais uma vez seriam adicionados.

Em meio aos desencontros de informações, Pablo Ruz requisitou em dezembro do ano passado os contratos envolvidos no acordo. A determinação foi feita após a denúncia de Jordi Cases, um sócio do clube, que acusou Sandro Rosell de apropriação indevida de valores.

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