Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Arbitral da Ferj muda custos para uso do Maracanã no Carioca

Reunião não teve a presença de Flamengo e Fluminense

Estadão Conteúdo

17 Março 2015 | 21h04

Sem a presença de Flamengo e Fluminense, que boicotaram a reunião, o conselho arbitral da Federação de Futebol do Estado do Rio (Ferj) decidiu, nesta terça-feira, que todos os jogos do Campeonato Carioca no Maracanã obedecerão às mesmas cláusulas do contrato válido entre Flamengo e Consórcio Maracanã. Era essa a condição imposta pelo presidente do Vasco, Eurico Miranda, para que seu clube aceitasse jogar contra o Fla, domingo, no principal estádio do Rio.

A partir da rodada do fim de semana, o custo operacional será do Maracanã será de R$ 10,37 por torcedor pagante, limitado ao máximo de R$ 311 mil. A renda da partida terá como base de cálculo os ingressos vendidos para todas as áreas do Maracanã, exceto os camarotes, enquanto o valor do aluguel do Maracanã será determinado de acordo com a tabela progressiva da renda líquida.

O maior prejudicado com a decisão é o Fluminense, que tem um acordo diferente com o Consórcio Maracanã, que garante ao clube não ter prejuízo quando joga no estádio. Por isso, foi decidido pelo arbitra que o mandante que não aceitar as cláusulas vai ter que jogar em outro estádio.

O arbitral ainda soltou nota de repúdio ao Fluminense pelos "indevidos atos embasados em fatos irreais e dissociados da verdade, recheadas de falácias e bravatas". A nota ainda escreve: "Os demais clubes federados emprestam sua mais rigorosa solidariedade ao conselho arbitral como um todo, a Ferj e a seu presidente Rubens Lopes, repudiando as nefastas declarações".

No sábado, o Fluminense respondeu de forma ríspida ao provocativo convite para o edital, publicado no site da Ferj. Na ocasião, Peter Siemsen agradeceu ao convite "para o que poderia ser uma reunião produtiva para debater o futuro do Campeonato Carioca, competição em franca decadência técnica, de público e, sobretudo, administrativa".

De acordo com Siemsen, "a decadência administrativa (da federação) é o motivo pelo qual mais uma vez recusarei o seu convite". O dirigente do Fluminense disse ainda que, em quatro anos, não obteve nenhum retorno da federação sobre melhorias no futebol do Rio. Ele ainda afirma que a direção da Ferj "é autoritária" e abusa dos recursos do Carioca. 

Nesta terça-feira, mais cedo, foi a vez de o Flamengo avisar que não iria ao arbitral. "Mais uma vez, o Flamengo reitera sua discordância em participar de uma reunião de arbitral sem que seja previamente informado sobre os motivos que levaram a Ferj a designá-la, e o objeto da matéria levada à votação, pois sem tais elementos torna-se impossível elaborar um estudo prévio", diz parte da nota oficial publicada pelo Fla.

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