Arce aceita ganhar menos para ficar

Arce aceita ganhar menos e fica no Palmeiras. Segundo o diretor de Futebol do clube, Sebastião Lapola, o paraguaio fez de tudo para não ir embora e chegou a abrir mão de parte de seu salário para continuar no Parque Antártica. "Ele sabe como está a situação do futebol no mundo. Não está fácil para ninguém. E, além do mais, ele sempre deixou claro que queria ficar", afirmou o dirigente. Uma proposta recente, e tentadora, para levar o paraguaio parece ter apressado as negociações com o Palmeiras. Arce, que tem contrato com o clube até o dia 10 de agosto, vinha sendo sondado por empresários ligados ao Toluca, do México, desde a eliminação do Paraguai na Copa do Mundo. O clube mexicano esteve há poucos dias no País para fazer amistosos com times brasileiros e aproveitou para tentar o "lateral-meia" Arce com uma proposta de salários 10% maiores do que o que ele recebia no time paulista. Arce, que já estava praticamente descartado dos planos do Palmeiras, não quis ir. Preferiu o Brasil ao México. O Toluca teria até esta sexta-feira para inscrever o jogador no campeonato nacional mexicano, mas já desistiu da contratação. Segundo Lapola, faltam poucos detalhes para a assinatura do novo contrato, que se estenderá até 31 de dezembro. Em alta - Na reapresentação do grupo, nesta quinta-feira, no CT do Palmeiras, Arce não compareceu. Problemas particulares. O técnico Vanderlei Luxemburgo garante que a partir desta sexta-feira o paraguaio volta a treinar com o grupo. "Ele é um jogador competente, experiente e fundamental para o time. Um dos melhores profissionais com quem eu já trabalhei", rasgou-se em elogios o treinador. O atacante Nenê também acertou sua situação e fica no Palmeiras até o fim do ano. A prorrogação do contrato de empréstimo do jogador (o Jundiaí é dono de seu passe) será assinado nesta sexta-feira.

Agencia Estado,

01 Agosto 2002 | 18h55

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