Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Arnaldo Tirone desiste da reeleição no Palmeiras: 'Não tem clima'

Presidente se diz desmotivado e não vai tentar se reeleger no pleito do clube alviverde, que acontece no dia 21 de janeiro

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

29 Dezembro 2012 | 16h51

SÃO PAULO - Após muitas indefinições, o presidente Arnaldo Tirone finalmente definiu seu futuro e anunciou que não vai concorrer à reeleição no Palmeiras, no pleito do dia 21 de janeiro.

A pressão para que ele desistisse de tentar se manter no poder era grande no clube. As críticas pelo seu mandato só aumentaram após a queda do time no Campeonato Brasileiro, e ele já não contava com muitos aliados políticos.

“Não tem mais motivação nem clima”, afirmou Tirone. “O termômetro foi o que aconteceu nos últimos dois meses. Perdemos a guerra no Brasileiro. O momento para se reeleger não era favorável, então achei melhor recuar.”

O poder do presidente já havia sido enfraquecido após a decisão do Conselho de Orientação Fiscal (COF), na semana passada, que ordenou que qualquer contratação ou decisão do presidente teria de passar pelo crivo do órgão.

Sem Tirone na corrida eleitoral, o cargo de presidente deverá mesmo ficar restrito a Décio Perin e Paulo Nobre. Tirone, no entanto, ainda não definiu quem vai ganhar o seu voto.

Gestão

Filho do famoso diretor alviverde também chamado de Arnaldo Tirone (um dos respondáveis pela formação da primeira academia do Palmeiras, quando vendeu o craque Chinezinho e contratou 11 jogadores), o atual mandatário palmeirense chegou ao poder em 2011, graças aos apoios de Mustafá Contursi e Affonso Della Monica, ajudas que não viriam caso tentasse o cargo novamente em 2013.  

Ao longo de dois anos no cargo sofreu com a falta de recursos financeiros e a inexperiência como presidente. No Campeonato Brasileiro 2011 viu o clima no vestiário da equipe explodir após o atacante Kléber e o técnico Luiz Felipe Scolari discutirem devido ao incidente causado por membros de uma torcida organizada que agredirem o volante João Vitor. O alívio veio em julho de 2012, quando o time, mesmo sem grandes reforços, conseguiu se sagrar campeão da Copa do Brasil.

O momento de glória da gestão Arnaldo Tirone durou pouco. O time, classificado para a Libertadores, começou a afundar no Campeonato Brasileiro. Já sem Felipão, que saiu do comando da equipe após a derrota por 3x0 para o Vasco em São Januário,  Tirone viu o Palmeiras entrar e não sair mais da zona de rebaixamento no Nacional. Ele deixa o cargo com a marca de ser campeão e rebaixado no mesmo ano.

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