Ernesto Benavides / AFP
Ernesto Benavides / AFP

Associação de jogadores pede reunião com a Fifa e critica punição a Guerrero

Atacante peruano está suspenso por 14 meses por ter ingerido chá de coca

Estadão Conteúdo

15 Maio 2018 | 11h00

A Federação Internacional de Jogadores de Futebol Profissional (FIFPro, na sigla em inglês) divulgou nesta terça-feira comunicado em defesa do atacante peruano Paolo Guerrero. A associação dos atletas pede reunião urgente com a Fifa para tentar reverter a punição que tirou o centroavante da Copa do Mundo da Rússia.

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"Fifpro considera a suspensão injusta e desproporcional e o exemplo mais recente de um Código Mundial Antidoping, que muitas vezes leva a sanções inadequadas, especialmente quando diz que não havia intenção de trapacear", informou a entidade que tem sede na Holanda.

Na segunda-feira, a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) sentenciou Guerrero a 14 meses de suspensão pelo uso de benzoilecgonina. O Tribunal informou que o jogador testou positivo por ter tomado chá de coca. Também afirmou que ele não teve a intenção de se beneficiar, mas optou pela suspensão por considerar o atleta negligente. Guerrero já cumpriu seis meses de suspensão e, com essa nova decisão, só voltará a campo em 2019.

"A Fifa e a Corte Arbitral do Esporte concordam que Guerrero não ingeriu a substância intencionalmente e que não tentou obter melhora de performance. Isso, desafia o senso comum de que ele deveria receber uma punição que é tão prejudicial para sua carreira", prosseguiu o comunicado.

O comunicado ainda reclama que o novo código da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) não consultou os jogadores de futebol e seus representantes. E finaliza pedindo à Fifa e a outras partes interessadas do futebol que "revisem imediatamente como mudar as regras antidoping no futebol, para que sirvam aos melhores interesses do jogo e protejam os direitos fundamentais dos jogadores."

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