Ataque já preocupa os são-paulinos

E o futuro? Essa é a pergunta que os torcedores do São Paulo já começam a fazer em relação ao ataque tricolor. Justamente no momento em que o trio Kaká, França e Reinaldo vive uma verdadeira "lua-de-mel" com a torcida (o time é o que mais marcou no Torneio Rio-São Paulo, 22 gols em sete jogos, média de 3,1), percebeu-se que nenhum deles vai ficar no Morumbi durante o segundo semestre. Para contra-atacar essa realidade, a diretoria já começou a elaborar uma estratégia. E seu protagonista é o artilheiro Washington, da Ponte Preta. No caso de França e Reinaldo, a situação já está definida. O primeiro foi negociado com o Bayer Leverkusen, da Alemanha, e vai começar a trabalhar lá em junho. Enquanto isso, Reinaldo, que está no Morumbi por empréstimo, estará se apresentando ao Paris Saint-Germain, da França. Apenas Kaká ainda não definiu seu futuro. Seu destino mais provável é a Inter de Milão. Por enquanto, só se sabe que sua permanência no São Paulo está praticamente descartada. Fica então o desafio para a diretoria e comissão técnica, que terão de montar um novo ataque, tão competente quanto o atual. As alternativas óbvias, e que não estão descartadas, são os jogadores que já integram o grupo e a promoção de jovens valores. Aliás, uma tradição dos são-paulinos. Reforço - Mas com o dinheiro conseguido na provável negociação de Kaká (a multa rescisória é de, aproximadamente, US$ 45 milhões, mas sua transferência poderia ser realizada por um valor inferior, cerca de US$ 20 milhões), estuda-se também algumas contratações. E quem lidera a lista de cotados para comandar o ataque são-paulino é Washington. E o interesse não é de hoje. O atacante da Ponte conta com a simpatia e admiração do técnico Nelsinho Baptista, com quem trabalhou no clube de Campinas. Além disso, negociá-lo na Europa não é missão das mais fáceis, o que facilitaria seu acerto. A segunda opção é Luís Fabiano. O atleta, hoje no Rennes, da França, não se cansa de afirmar que gostaria de voltar ao Morumbi, onde jogou durante o Campeonato Brasileiro. Já o dinheiro conseguido com a transferência de França (US$ 8 milhões), embora ainda não tenha chegado ao Morumbi, pelo menos não o total, já foi dissolvido no orçamento anual do clube.

Agencia Estado,

01 Março 2002 | 19h43

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