Até o América bota medo no Flamengo

Mergulhado em uma crise sem precedentes, o Flamengo enfrenta o América, pelo Torneio Rio-São Paulo, neste domingo, às 16 horas, em Bangu. Depois da agressão dos torcedores aos jogadores na sexta-feira, o Flamengo precisa da vitória para que o clima na Gávea fique mais ameno. A tarefa de vencer o América, que ainda não pontuou na competição, poderia ser fácil, mas a irregularidade do Flamengo é o principal obstáculo da equipe. O Flamengo ocupa a penúltima colocação na tabela de classificação, com apenas cinco pontos. Um novo resultado negativo poderá provocar a demissão do técnico do Flamengo, João Carlos. O treinador deve manter a formação tática 3-5-2, embora ela ela ainda não tenha sido assimilada por todos os atletas. Um dos agredidos pelos torcedores na sexta, o goleiro Júlio César, pediu aos jogadores que se empenhem ainda mais em campo. O atleta frisou que o grupo precisa ter o "espírito do Flamengo". "Só nós podemos sair dessa situação. Temos de nos esforçar mais", disse o goleiro. O presidente do Flamengo, Edmundo Santos Silva, na tentativa de evitar a repetição dos incidentes de sexta-feira, proibiu o acesso de torcedores nos treinos da equipe. Segundo a sua determinação, agora só os sócios poderão acompanhar a movimentação dos atletas. Ele também determinou que o clube não mais vai subsidiar o ingresso dos torcedores nos dias de jogo. O cartola pediu reforço de policiamento para a partida contra o América e disse que vai solicitar aos órgãos de imprensa fitas e fotografias para ajudar a polícia a identificar os torcedores que invadiram o clube. Ele acredita que a invasão foi orquestrada por setores oposicionistas. O técnico do América, Carlos Alberto Torres, é a principal ameaça para o Flamengo. O treinador trabalhou no Rubro-Negro até o início da temporada e conhece bem todos os jogadores.

Agencia Estado,

16 Março 2002 | 16h01

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