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Atleta culpa clube por suspensão de oito meses

Medina se diz vítima da má estrutura do Barbarense

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Gonçalo Junior ,
O Estado de S.Paulo

19 Março 2017 | 06h00

O meia Luiz Carlos Medina cita com orgulho uma das grandes passagens de sua carreira. Os dois gols que fez pelo Guarani no ‘Dérbi do Centenário’ contra a Ponte Preta em 2012, na semifinal do Campeonato Paulista. Entrou no lugar de Fumagalli e resolveu o jogo, que terminou 3 a 1. No final do torneio, o time perdeu para o Santos e foi vice-campeão, mas Medina virou ídolo.

Depois da passagem pelo Guarani, Medina atuou no XV de Piracicaba e no União Barbarense, onde viveu o pior momento da carreira no ano passado. Foi pego no exame antidoping por causa de corticoides, substâncias normalmente presentes em anti-inflamatórios.

Medina denuncia a falta de estrutura do clube como a causa da suspensão de oito meses, de abril a dezembro da última temporada. “A estrutura era precária, com salários atrasados. O médico passava uma vez por semana no clube. Acredito que meu doping tenha sido causado por uma injeção que o massagista me deu antes da partida. O médico não ia nos dias de jogos”, diz o atleta de 26 anos. “Quando eu recebi a notificação de doping, já havia saído do clube. Tive de pagar tudo do meu bolso. Fiquei oito meses sem receber e sem atuar, correndo atrás da situação. Os maiores culpados foram o clube, o médico e o massagista. Eu acabei pagando por tudo sozinho.”

A assessoria de imprensa do União Barbarense informou que a diretoria atual não poderia comentar o episódio, pois iniciou a gestão apenas neste ano – Medina foi suspenso após o doping em abril de 2016.

O jogador defende que os clubes também sejam fiscalizados nos casos de doping. Ele argumenta que, nos times menores, são os massagistas que costumam aplicar injeções, por exemplo. “É o médico que têm de fazer isso”, defende.

O ex-jogador do Guarani conseguiu dar a volta por cima. Hoje, atua na segunda divisão do México, no Potros. Como meia ofensivo, já fez três gols. Está bem, recebe em dia e não pretende voltar ao Brasil agora. “Quero voltar um dia e queria encerrar minha carreira no Guarani.’’

Além de cobrar fiscalização nos clubes, ele também gostaria que os jogadores tivessem mais chances de defesa no julgamento. “Em meu primeiro julgamento, nem me ouviram direito.

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