Atletas falam pouco e elogiam Paraguai

Os jogadores da seleção brasileira saíram de campo com pressa, sem disposição para saudar a torcida e ?econômicos? ao comentar a derrota na primeira apresentação logo após a conquista do título mundial. Os poucos que se dispuseram a falar preferiram ver méritos no desempenho dos paraguaios na vitória por 1 a 0, nesta quarta-feira, em Fortaleza. ?Eles foram bem e souberam aproveitar a oportunidade que apareceu?, comentou Ricardinho, substituído na fase final por Vampeta. Opinião idêntica à de Roberto Carlos, outro que cedeu lugar, para Júnior, no segundo tempo. ?Também tivemos chance, mas não marcamos?, constatou o lateral do Real Madrid. Os 22 convocados tiveram pressa de sair do Castelão e aprovaram a decisão de Felipão colocar todos em campo, para tornar claro o caráter de homenagem da partida desta quarta-feira. Os goleiros Dida e Rogério Ceni, principalmente, tiveram chance de atuar, já que foram os únicos ?esquecidos? no banco durante a Copa, por conta das atuações seguras e decisivas de Marcos. Apenas Roque Júnior não pôde entrar, porque se recupera de contusão. Mesmo assim, o zagueiro do Milan fez questão de comparecer e acompanhou o jogo ao lado da comissão técnica. Os jogadores foram liberados, depois do jogo, e cada um retoma sua rotina a partir desta quinta-feira. A próxima reunião da seleção será em novembro, em data ainda a ser confirmada. A expectativa gira em torno do sucessor ? mesmo que interino ? de Felipão. Mas o tema foi habilmente evitado na permanência em Fortaleza.

Agencia Estado,

21 Agosto 2002 | 19h19

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