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Barueri ameaça nova greve e Itaporã abandona Série D

Estadão Conteúdo

04 Setembro 2014 | 19h 57

Elenco ameaça não entrar em campo caso o presidente Alberto Ferrari não cumpra a promessa de efetuar o pagamento dos salários

A oitava rodada da Série D do Brasileiro deve começar, nesta sexta-feira, com um jogo isolado. O "deve começar" é pelo fato de que a presença do Barueri em campo ainda não está confirmada contra o Goianésia, na Arena Barueri. O elenco ameaça se recusar a entrar em campo pela segunda vez caso o presidente Alberto Ferrari não cumpra a promessa de efetuar o pagamento dos salários até as 16 horas. O Itaporã-MS, que jogaria contra o Villa Nova-MG, no domingo, já confirmou sua desistência da competição.

Com apenas três pontos, em seis jogos, o Barueri não tem mais chances de classificação no Grupo A6, onde é lanterna. A má campanha é resultado de uma crise financeira sem precedentes vivida pelo clube. A maior parte do elenco está há dois meses sem receber salários e há quatro os direitos de imagens. "No entanto, há quem não receba há 14 meses", revelou o advogado do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo (Sapesp), Thiago Rino.

Para evitar que a greve ocorrida no último dia 15 - quando o Barueri perdeu por W.O. para o Operário-MT - se repita, a diretoria pagou os salários de apenas parte do elenco. Somente estes jogadores têm entrado em campo nas últimas duas rodadas. Agora, estes atletas exigem o pagamento dos últimos salários vencidos.

Nesta quarta-feira, o Barueri já havia anunciado a dispensa de alguns jogadores e sem acertar as pendências financeiras. "Registramos um B.O. (Boletim de Ocorrência) contra o clube e vamos acionar a Justiça do Trabalho", afirmou Thiago Rino.

ITAPORÃ
Outro clube que passa por situação delicada é o Itaporã-MS. Sem recursos financeiros para pagar o salário dos atletas e com dificuldades inclusive para mantê-los, a diretoria do clube anunciou a desistência da Série D, mesmo faltando apenas três semanas para terminar a primeira fase. 

Sem receber, jogadores e parte da comissão técnica já haviam deixado a cidade na quarta-feira. O presidente Dione Lima protocolou na CBF a saída do campeonato e pode sofrer sanções, como multas e até a exclusão de competições oficiais por dois anos.