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Bauza vive dilema entre Libertadores e clássico com o Corinthians

Compromisso pelo Estadual faz técnico adiar definição do time

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Ciro Campos,
O Estado de S. Paulo

14 Fevereiro 2016 | 07h00

Edgardo Bauza vive um dilema para escalar o São Paulo no clássico deste domingo contra o Corinthians, pelo Campeonato Paulista. A proximidade da estreia na fase de grupos da Libertadores – com o The Strongest, quarta-feira, no Pacaembu – deixa o argentino em dúvida se expõe as principais peças ao desgaste duplo dos dois compromissos ou se poupa titulares neste domingo e corre o risco de sofrer uma derrota para o rival.

O técnico evitou falar no desejo de revanche pela derrota por 6 a 1 sofrida em novembro, mas o resultado ainda é muito marcante e recente para o clube. No dia seguinte à goleada o presidente Leco convocou uma entrevista em que projetou mudanças no elenco para o ano seguinte.

As cicatrizes das derrotas nos clássicos em 2015 ainda pesam no São Paulo, e aumentam a pressão por um bom resultado diante do Corinthians – embora não possa ser esquecido o confronto com o The Strongest. "As duas partidas são importantes. Vamos a analisar o desgaste dos jogadores. Alguns estão jogando há muito tempo", explicou Bauza.

O jogo com o time boliviano ganhou outra atenção depois da sofrida vitória da última quarta-feira sobre o Cesar Vallejo por 1 a 0 pela pré-Libertadores. A classificação complicada surpreendeu pela dificuldade que o time mostrou para se impor diante de um adversário limitado e que se preocupou apenas em se defender. "Certamente vamos enfrentar equipes ainda mais qualificadas na fase de grupos", avisou o técnico argentino, bicampeão do torneio – uma vez pela LDU e outra pelo San Lorenzo.

O São Paulo terá de conciliar a atenção do clássico com a partida seguinte porque um tropeço em casa diante dos bolivianos vai obrigar o time a buscar pontos como visitante em compromissos complicados, seja na altitude de La Paz ou em Buenos Aires contra o River Plate, atual campeão da Libertadores.

O dilema entre os dois compromissos fez Bauza encontrar um aspecto positivo. O clássico servirá como forma de testar o nível da equipe. "Temos quase 45 dias de trabalho. Gostaria de ter mais tempo para treinar, mas a quantidade de partidas não permite. Já temos uma ideia do nosso jogo. Agora estamos tentamos melhorar."

Bauza se disse honrado em enfrentar Tite, por quem revelou admiração, e já esteve no Itaquerão. No ano passado, com o San Lorenzo, segurou o Corinthians pela Libertadores com um empate sem gols pela fase de grupos.

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