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Brasil cai em grupo fácil na Copa América, com Equador, Haiti e Peru

- Atualizado: 21 Fevereiro 2016 | 23h 50

No grupo mais equilibrado, Estados Unidos, Colômbia, Costa Rica e Paraguai se enfrentam; Argentina também deu sorte

Dunga deu sorte ao Brasil na definição dos grupos da Copa América Centenário, que será disputada de 3 a 26 de junho nos Estados Unidos. No sorteio realizado ontem em Nova York, com a presença do treinador, a seleção brasileira caiu no Grupo B, ao lado de Equador, Haiti e Peru, adversários do segundo escalão no futebol americano.

O Brasil estreia no dia 4 de junho contra o Equador, no estádio Rose Bowl, onde a seleção conquistou o tetra na Copa do Mundo de 1994, em Pasadena, Califórnia. No dia 8, enfrenta o Haiti, no Orlando Citrus, em Orlando. E fecha a fase de grupos contra o Peru, dia 12, no Foxborough, na região metropolitana de Boston.

Ao comentar sobre os adversários do Brasil, Gilmar Rinaldi, coordenador da seleção, disse que o Brasil tem a obrigação de se impor, seja qual for o adversário. “Temos de jogar bem e ganhar. A dificuldade e a facilidade somos nós que vamos criar. Temos que nos preparar muito e mostrar a força do futebol brasileiro dentro de campo na primeira fase e ganhar confiança para seguir na segunda fase”, disse Rinaldi.

Evento que sorteou os grupos da Copa América aconteceu em Nova York
Evento que sorteou os grupos da Copa América aconteceu em Nova York

O grupo mais equilibrado é o A, com o anfitrião Estados Unidos, Colômbia, Costa Rica e Paraguai. A Argentina, uma das favoritas, entrou no Grupo D, com Chile, Panamá e Bolívia.

CORRUPÇÃO

Além do aspecto histórico, a Copa América do Centenário também ficará marcada por ter sido a competição que serviu como base para desvendar um milionário esquema de corrupção, levou vários cartolas até então considerados intocáveis à prisão e pode mudar a relação dos negócios com o futebol. Até agora, 41 dirigentes e empresários estão denunciados sob a acusação de cometerem crimes diversos. E as investigações da Justiça dos EUA estão longe de terminar.

José Maria Marin, ex-presidente da CBF, é um dos brasileiros envolvidos no escândalo. Acusado de fraude, conspiração e lavagem de dinheiro, desde novembro cumpre prisão domiciliar em Nova York. O presidente licenciado da CBF, Marco Polo Del Nero, e o ex-presidente Ricardo Teixeira também foram indiciados pela Justiça dos EUA. Eles negam participação em qualquer ato ilícito.

Outro brasileiro às voltas com as autoridades americanas é o empresário J. Hawilla – está em prisão domiciliar, admitiu à Justiça os crimes de extorsão, lavagem de dinheiro e obstrução e faz acordo para devolver US$ 151 milhões. Foi por meio da investigação dos negócios envolvendo uma empresa da qual Hawilla era um dos sócios, a Datisa, que o FBI encontrou o fio da meada de um propinoduto por onde escoaram pelo menos US$ 110 milhões.

A empresa criada e 2013 tinha como outros sócios os argentinos Alejandro Burzaco, da Torneos y Competencias, e Hugo e Mariano Jinkis, da Full Play, todas empresas ligadas ao segmento de compra e revenda de direitos de transmissão e de marketing.

Pelo esquema que levaria inicialmente à prisão de vários dirigentes ligados à Conmebol e à Concacaf no dia 27 de maio em Zurique, durante um congresso da Fifa – entre eles Marin, os ex-presidentes da Conmebol Nicolas Leoz e Eugenio Figueredo, e os ex-presidentes da Concacaf Jack Warner e Jeffrey Webb –, vários dirigentes receberam propina ao negociar os direitos de transmissão e contratos de marketing de várias competições.

A Copa América do Centenário foi um dos torneios “negociados’’, assim como as Copas Américas de 2015, 2019 e 2023. E o FBI entrou na investigação porque dinheiro ilegal das transações passaram pelo sistema financeiro do país.

A descoberta do esquema colocou em risco a realização da competição que tem como pano de fundo comemorar os 100 anos de Copa América, mais no segundo semestre do ano passado a manutenção do torneio como sede foi confirmada pela Conmebol. Em dezembro, a entidade anunciou uma outra empresa como detentora dos direitos de transmissão e de marketing.

Enquanto isso, além de Marin, vários outros cartolas cumprem prisão domiciliar, após acordos com a Justiça dos EUA em que pagaram multas vultosas e deram como garantias bens diversos – até joias de família foram utilizadas.

VEJA COMO FICARAM OS GRUPOS

GRUPO A

USA

Colômbia

Costa Rica

Paraguai

GRUPO B

Brasil

Equador

Haiti

Peru

GRUPO C

México

Uruguai

Jamaica

Venezuela

GRUPO D

Argentina

Chile

Panamá

Bolívia

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