Brasil inicia a preparação na contramão dos rivais

O Brasil inicia nesta quarta-feira os treinos para a Copa em situação oposta à dos principais rivais ao título mundial e em meio a um ambiente poucas vezes visto nas últimas décadas. A seleção raramente chegou às vésperas de um Mundial com tanta tranqüilidade, sem pressão da torcida, com o time 100% definido e sem jogador contundido. Carlos Alberto Parreira começa a planejar a caminhada para o hexacampeonato exatamente como sonhava: em paz. Apesar da "obrigação de ser campeão" - como o próprio treinador definiu -, o time chegou a Weggis, na Suíça, tomado por clima de tranqüilidade, sem cobranças. Conta, afinal, com histórico recente extremamente positivo, com a conquista da Copa das Confederações de 2005, da Copa América de 2004 e do Mundial de 2002. Sem dúvidas, Parreira também já escolheu os 11 titulares que colocará em campo na estréia diante da Croácia, dia 13 de junho, em Berlim, e recebeu elogios da maioria dos brasileiros pela lista de convocados. Fato raríssimo em se tratando de seleção brasileira. Para ajudar ainda mais a comissão técnica agora, o departamento médico recebeu os 23 atletas em boas condições. Ninguém sofre com problemas físicos. "Isso é um sinal altamente positivo, concreto, saudável", festejou Parreira. "Agora é só trabalhar o lado técnico e principalmente tático do time." O outro lado Não bastasse a boa fase do Brasil, os adversários teoricamente mais perigosos sofrem com uma série de problemas. A Argentina vê um de seus melhores jogadores, o atacante Lionel Messi, se recuperar lentamente de contusão. A Inglaterra dificilmente contará com Wayne Rooney, provavelmente seu principal atleta no momento - o atacante está machucado. Na Alemanha, o técnico Jürgen Klinsmann não consegue encontrar a formação ideal e recebe críticas de todos os lados. E na Itália, a imprensa e alguns políticos pedem a saída de Marcelo Lippi, suspeito de ter convocado alguns jogadores para a seleção por interesse pessoal.

Agencia Estado,

23 Maio 2006 | 20h12

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.