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Brasil se salva no fim, mas cai para 6º lugar nas Eliminatórias

Daniel Alves faz 2 a 2 nos acréscimos contra o Paraguai

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Daniel Batista - Enviado Especial - Assunção,
O Estado de S. Paulo

29 Março 2016 | 23h50

Até pouco tempo, falar que o Brasil estaria em sexto nas Eliminatórias para a Copa do Mundo parecia uma piada de mau gosto. Mas poderia ser pior. Após uma atuação pífia no primeiro tempo, o time brasileiro apostou tudo na força e, mesmo sem apresentar um grande futebol, conseguiu arrancar o empate por 2 a 2 com o Paraguai, em Assunção.

Com o resultado desta terça-feira, a seleção brasileira caiu para a sexta colocação, com nove pontos. Ainda faltam 12 jogos para o fim das Eliminatórias, mas o time brasileiro terá de ficar até setembro passando vergonha na parte debaixo da tabela. E pior, sem perspectiva de melhora, pelo menos caso a CBF mantenha a comissão técnica e continue de braços cruzados enquanto coleciona vexames.  

A seleção só volta a campo pelas Eliminatórias no começo de setembro, quando enfrenta o Equador, fora de casa, em data ainda indefinida. Dias depois, recebe a Colômbia. Dois jogos complicados, como se tornou qualquer adversário para o time de Dunga.

Antes disso, o time vai disputar a Copa América e as Olimpíadas. A equipe pentacampeã mundial, acostumada a ganhar títulos e a ser respeitada mundialmente, chegará nas duas competições como azarão, pois nada tem feito para merecer respeito. Nesta terça-feira, o time conseguiu o empate aos 46 minutos do segundo tempo e a circunstância do jogo faz com que o ponto seja muito comemorado, mas a atuação desastrosa na maior parte do tempo exige atenção. 

Fernandinho e Daniel Alves despontaram como as personificações da péssima atuação. O segundo conseguiu se redimir fazendo o gol de empate. Coincidência (ou não) dois remanescentes do 7 a 1 para a Alemanha. O volante, perdido, falhou tudo que podia, inclusive, o lance do primeiro gol paraguaio saiu depois dele não perceber que Willian havia tentado jogar a bola nele. 

Na sequência da jogada, Edgar Benítez recebeu nas costas de Daniel Alves e cruzou para Lezcano bater de primeira. A bola quicou e passou por cima de Alisson, que antes havia feito duas grandes defesas. 

Cansado da inoperância de Fernandinho, Dunga o tirou e colocou Hulk, mas deixou Daniel Alves. Experiente, foi batido como um juvenil no segundo gol, em que Edgar Benítez, entrou como quis e bateu na saída de Alisson, aos 3 do segundo tempo. 

Mesmo bagunçado, o Brasil conseguiu sair do campo de defesa. Em uma atitude de desespero, Dunga tirou Luiz Gustavo e colocou Lucas Lima. Perder de dois ou três gols não faria diferença. Aos 33, Hulk chutou fraco, o goleiro rebateu e Ricardo Oliveira descontou, no último lance antes de dar lugar para Jonas.

O Paraguai, que estava com o jogo na mão, se lembrou que estava enfrentando aquele Brasil que colocava medo no passado e se assustou. Mesmo aos trancos e barrancos, Daniel Alves recebeu passe de Willian e acertou um chute cruzado para se redimir da péssima atuação e salvar o emprego de Dunga. 

Na arquibancada do lado brasileiro, após o segundo gol do Paraguai, um torcedor abriu um cartaz com os dizeres “Fora Dilma” e “Fora PT” e os policiais prenderam as faixas. Os outros brasileiros passaram a gritar os dizeres, como apoio. E assim, com protestos na arquibancada e um futebol de dar dó, o Brasil vai para a Copa América sendo melhor, de acordo com a tabela, apenas que Paraguai, Peru, Bolívia e Venezuela. 

FICHA DO JOGO

PARAGUAI 2 X 2 BRASIL

Gols: Lezcano, aos 39 minutos do primeiro tempo. Edgar Benítez, aos 3, Ricardo Oliveira, aos 33, e Daniel Alves, aos 46 minutos do segundo tempo.

PARAGUAI (4-4-2): Justo Villar; Gómez, Paulo da Silva, Aguillar e Samudio; Ortiz (Santana), Ortigoza, Derlis González e Edgar Benítez; Jorge Benítez (Santa Cruz) e Lezcano (Iturbe).

Técnico: Ramón Diaz.

BRASIL (4-5-1): Alisson; Daniel Alves, Gil, Miranda e Filipe Luís; Luiz Gustavo (Lucas Lima), Fernandinho (Hulk), Willian, Renato Augusto e Douglas Costa; Ricardo Oliveira (Jonas). 

Técnico: Dunga. 

Juiz: Wilmar Roldan (COL)

Cartões amarelos: Lezcano, Gómez, Samudio e Justo Villar. 

Público e renda: Não fornecidos.

Local: Defensores Del Chaco.

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