Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Brasil tenta selar despedida rumo à Copa em comunhão com a torcida

A já classificada seleção brasileira busca nova atuação convincente para bater o Chile e encerrar em alta as Eliminatórias

Almir Leite, Ciro Campos e Leandro Silveira, O Estado de S. Paulo

10 Outubro 2017 | 07h00

A seleção brasileira encerra nesta terça-feira, contra o Chile, uma caminhada que começou preocupante e tumultuada nas Eliminatórias, mas que termina de maneira positiva. Com a equipe classificada há algum tempo para a Copa do Mundo da Rússia, exibindo um futebol consistente e de qualidade e de bem com a torcida. Por isso, o jogo das 20h30 no Allianz Parque também será de agradecimento ao torcedor, com um mosaico expressando o reconhecimento e um show do cantor Thiaguinho, entre outras atividades.

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Em campo, a seleção terá a oportunidade de devolver a única derrota sofrida nestas Eliminatórias Sul-Americanas, justamente para o próprio Chile (2 a 0), em Santiago, na estreia. E poderá deixar o adversário fora da Copa, se mantiver o histórico de sempre vencê-lo em casa em jogos classificatórios ao Mundial (sete vitórias em sete confrontos até hoje) e resultados desfavoráveis os chilenos, atuais terceiros colocados com 26 pontos, ocorrerem. 

Tite mantém a base da equipe. Vai experimentar Ederson no gol e Alex Sandro permanece na lateral-esquerda. Marquinhos estará na zaga e vai ser o capitão. "Não posso desestruturar a equipe demais. Se mexer demais, você perde a organização e a preparação", justificou Tite. "Não se pode atrapalhar o senso de equipe. Por isso que tomei o cuidado de não mexer excessivamente. Porque aí você vira Professor Pardal."

O treinador lamentou o fato de o Chile correr risco de não ir à Rússia. "Em termos de equipes e de individualidades, são duas seleções que apresentam o melhor futebol da América do Sul", analisou. Nem por isso o Brasil será "complacente" e diz que a seleção está preparada para neutralizar o jogo de triangulações, jogadas curtas e em profundidade que, espera, o adversário apresentará.

Escolhido capitão por seu alto nível de concentração, o paulistano Marquinhos, que será o 13.º jogador a vestir a braçadeira com Tite, disse ser uma ocasião especial, pois sua família estará no Allianz. Ele espera um Chile forte ofensivamente. "O jogo deles é muito agressivo, tem peças muito fortes no ataque, que buscam o jogo de pressão."

Juan Antonio Pizzi, argentino que dirige o Chile, sabe que a alternativa de sua seleção é conseguir um bom resultado e, por isso, tenta se ater ao presente e deixar de lado o retrospecto negativo contra o Brasil. "O histórico não tem incidência no jogo. As estatísticas são só estatísticas. Cada jogo e cada situação são diferentes", afirmou.

FICHA TÉCNICA

BRASIL X CHILE

BRASIL: Ederson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Alex Sandro; Casemiro; Renato Augusto, Paulinho, Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus. Técnico: Tite.

CHILE: Bravo; Isla, Medel, Jara e Beausejour; Silva, Hernández, Gutiérrez (Aránguiz) e Valdivia; Vargas e Sánchez. Técnico: Juan Antonio Pizzi.

Juiz: Roddy Zambrano (EQU).  

Local: Allianz Parque, em São Paulo.  

Horário: 20h30.  

Na TV: Globo e SporTV. 

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