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Brasil vence e está na final da Copa das Confederações

Alan Rafael Villaverde

25 Junho 2009 | 17h 28

Daniel Alves marca de falta para bater a África do Sul e colocar a seleção em mais uma decisão com Dunga

Evelson de Freitas/AE

Daniel Alves chega a chorar com seu gol de falta que coloca a seleção brasileira na final da competição

SÃO PAULO - Não foi o futebol esperado, mas a seleção brasileira venceu a anfitriã África do Sul por 1 a 0, nesta quinta, e está classificada à final da Copa das Confederações, que acontece neste domingo, às 15h30, diante dos Estados Unidos, que eliminaram a Espanha com uma vitória por 2 a 0, na quarta.

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O resultado mantém o bom retrospecto do técnico Dunga, que chega a mais uma final com a seleção, que com ele venceu a Copa América de 2007, com uma vitória por 3 a 0 sobre a rival Argentina. Já a África do Sul, do brasileiro Joel Santana, encara a Espanha na disputa pelo terceiro lugar, também no domingo.

  LANCES DA PARTIDA
13'/1.ºT - PERIGO - África do Sul assusta com um chute forte de Gaxa; a bola passa perto da trave direita do gol brasileiro
20'/1.ºT - DESCUIDO - Mokoena sobe no meio da zaga brasileira e cabeceia com perigo
37'/1.ºT - BOA CHANCE - Kaká domina no peito, passa por dois marcadores e chuta colocado; a bola passa perto da trave esquerda adversária
42'/1.ºT - MELHOR EM CAMPO -África do Sul assusta o goleiro Júlio César com um chute forte de Pienaar
12'/2.ºT - MILAGRE - Chute desvia na zaga brasileira e Júlio César faz defesa milagrosa
17'/2.ºT - BOA TRAMA - Luís Fabiano rouba a bola, toca na medida para Robinho, que chuta forte, para fora
42'/2.ºT - GOL - Daniel Alves cobra com perfeição e coloca a bola no canto esquerdo para abrir o placar para o Brasil

O SALVADOR

Assim como fizera na Copa América de 2007, Daniel Alves entrou no segundo tempo e foi decisivo. Desta vez com um belo gol de falta aos 42 minutos, quando a partida tendia a terminar com o empate em 0 a 0.

Utilizando a camisa 13, o lateral-direito, que entrou no lugar de André Santos, agradeceu pela oportunidade dada pelo técnico Dunga. "Eu só tenho a agradecer a Deus e ao Dunga por ter dado a chance de eu entrar e ajudar a seleção", comentou o atleta, que concluiu: "Quando vi a falta perto da área, eu sabia que poderia cobrar bem e marcar o gol da vitória. Foi como na Copa América, quando eu marquei o último gol da nossa vitória. Estou muito feliz."

Com uma atuação discreta, Kaká elogiou o sangue-frio do companheiro. "Eu fui até ele e disse para fazer o gol, e ele marcou um golaço para garantir nossa vitória. Isso é o que é importante na seleção, quando um não está bem, outro entra e ajuda quando é necessário."

POR POUCO

Visivelmente decepcionado, Joel Santana por pouco não conseguiu colocar a seleção sul-africana na final da Copa das Confederações, o que seria muito acima do esperado por ele ou qualquer torcedor do país que será sede da Copa de 2010.

Mesmo assim, o técnico brasileiro elogiou a postura de sua equipe. "Jogamos uma partida muito boa. Tivemos chances para vencer", comentou Joel Santana, que esperava ao menos pela disputa de pênaltis. "Treinamos muitas cobranças de pênaltis e tinha a esperança de ao menos chegar lá [disputa por pênaltis]".

BAFANA-BAFANA

Com um futebol vistoso na competição, o Brasil era franco favorito a vencer os anfitriões, mas o esquema tático adotado por Joel Santana foi eficiente. Com duas linhas de quatro e mais dois jogadores fechando os espaços, a África do Sul evitou o contra-ataque brasileiro e, assim, dominou boa parte da primeira etapa.

Aos poucos, Kaká e Ramires passaram a cair pelas laterais e conseguiram criar algumas chances, mas nada que levasse o torcedor sul-africano a temer um gol brasileiro. Temor, inclusive, foi o Brasil que teve numa bola desviada no começo da segunda etapa, quando o goleiro Júlio César se esticou para fazer uma grande defesa.

 Brasil 1
Júlio César; Maicon, Lúcio, Luisão e André Santos     (Daniel Alves    ); Gilberto Silva, Felipe Melo    , Ramires e Kaká; Robinho e Luís Fabiano
Técnico: Dunga
 África do Sul 0
Khune; Gaxa, Booth, Mokoena e Masilela    ; Dikgacoi, Mhlongo, Modise (Mashego), Pienaar (Van Heerden) e Tshabalala (Mphela); Parker
Técnico: Joel Santana
Gols: Daniel Alves, aos 42 minutos do segundo tempo

Árbitro: Massimo Busacca (SUI)

Renda: não disponível

Público: 48 mil pagantes

Estádio: Ellis Park Stadium, em Johannesburgo (África do Sul)

DUNGA APARECE

Depois de conversar com o auxiliar Jorginho, Dunga optou por uma modificação nada ortodoxa, colocando Daniel Alves na lateral-esquerda no lugar de André Santos, que começou bem, mas depois sumiu, preocupado mais com a marcação do que as jogadas de ataque.

Em dois minutos, a seleção criou duas jogadas com o jogador do Barcelona, sendo uma delas a que resultou no gol. Ramires fez o papel de pivô e recebeu falta na entrada da área. Daniel Alves ajeitou a bola, observou a movimentação do goleiro adversário e colocou a bola no ângulo esquerdo, garantindo mais um triunfo da seleção, que está perto de mais um título da Copa das Confederações.

FINAL

A vitória por 3 a 0 na fase de classificação não deve servir de base para a seleção brasileira encarar os Estados Unidos na final. O meia Kaká sabe disso, e comemora o fato do time ter conseguido evitar a prorrogação diante da África do Sul para disputar a final sem tanto desgaste. "Ainda bem que evitamos a prorrogação, porque seria um desgaste muito grande para a final, que será muito difícil."

Para o jogo, Dunga não poderá contar apenas com o zagueiro Juan, que está machucado. Mesmo assim,  o técnico brasileiro deve pensar em opções para encarar os Estados Unidos, que estão embalados com a zebra diante da campeã da Eurocopa, a Espanha.