Ricardo Duarte / SC Internacional
Ricardo Duarte / SC Internacional

Calvário do Internacional na Série B está perto de chegar ao fim

Colorado está a dois pontos de alcançar a pontuação projetada para o acesso, que pode ocorrer nos próximos dias

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2017 | 07h00

Menos de um ano após sofrer o maior revés de sua história centenária e ser rebaixado pela primeira vez à Série B nacional, o Internacional está prestes a retornar ao convívio entre os grandes. Com 61 pontos, o time gaúcho está a dois de alcançar a pontuação projetada para o acesso. A confirmação matemática do retorno só não terá como acontecer neste sábado devido às boas campanhas de Vila Nova e Oeste, que ainda têm boas chances de entrar no G-4.

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Segundo o site Infobola, do matemático Tristão Garcia, as chances de o Inter disputar a Série A do ano que vem são de 99%, e isso a sete jogos do fim.

A pontuação atual do time gaúcho seria suficiente para garantir acesso matemático à elite em quatro das últimas 11 edições da Série B – o atual formato é disputado desde 2006. Se vencer o Ceará hoje à tarde, no Beira-Rio, o clube gaúcho chegará aos 64 pontos, número que garantiu classificação à Série A em oito oportunidades. Em 2009 e 2015, o último a subir somou 65, enquanto que a exceção foi registrada na edição de 2012, quando foram necessários 71 pontos para o acesso.

O iminente retorno à elite vem mobilizando a torcida. Os colorados prometem encher o estádio para a partida de hoje, sendo que o presidente do clube, Marcelo Medeiros, tem usado postagens e memes em redes sociais para convocar o torcedor. “Chega logo sábado! 40 mil colorados e coloradas no Beira-Rio! Nunca te pedi nada”, escreveu o dirigente no Twitter na última terça-feira.

Até ontem, mais de 21 mil ingressos já haviam sido vendidos e um dos setores estava com a carga de bilhetes esgotada. O Internacional tem a 7.ª melhor média de público no País considerando todas as divisões do futebol nacional – são 18.904 pagantes por partida.

A aparente tranquilidade, contudo, não foi regra ao longo da competição. A torcida só passou a respirar com mais alívio a partir do returno da Série B.

O início da competição foi titubeante. O técnico Antônio Carlos Zago foi demitido na terceira rodada, após o Inter perder para o Paysandu, em Belém. Guto Ferreira assumiu, mas demorou a engrenar, e tropeços em casa, como o empate com o Paraná e a derrota para o Boa Esporte, provocaram a ira do torcedor, que chegou a vandalizar o Beira-Rio.

No fim do primeiro turno, porém, o time encontrou seu rumo. Em casa, o Inter vem de uma sequência de nove vitórias seguidas, e é justamente o bom desempenho como mandante que anima o torcedor: uma vitória hoje e outra no próxima sexta-feira, diante do CRB, deverão sacramentar o acesso para a primeira divisão em 2018.

No clube, o discurso é o de pés no chão. Ninguém fala abertamente sobre quando o time irá subir. Guto Ferreira destacou a situação atual da tabela para justificar a cautela dentro do elenco. “A margem esticada (para a classificação) são 66, 64 pontos. É o que é possível para essa partida. Não se garantindo matematicamente, não dá para se colocar em situação final”, desconversou. “Temos um jogo muito importante e temos de respeitar muito o Ceará. Jogando uma grande partida e vencendo, ficaremos mais perto . Não senti ansiedade no grupo, senti um grupo focado.”

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