Assine o Estadão
assine

Esportes

Capivariano

Capivariano critica truculência da polícia e lesões de funcionários

Jogadores e comissão técnica dizem que foram vítimas da PM quando reclamavam do árbitro Luiz Flávio de Oliveira

0

Estadão Conteúdo

29 Fevereiro 2016 | 13h21

A diretoria do Capivariano veio a público nesta segunda-feira para se manifestar sobre as cenas lamentáveis ocorridas na noite de domingo após a derrota por 2 a 1 para o Ituano. Em nota oficial, o clube repudiou a ação da polícia, que exagerou na truculência ao tentar combater as reclamações de jogadores e comissão técnica contra o árbitro Luiz Flávio de Oliveira.

Na ocasião, atletas e integrantes da comissão do Capivariano reclamaram demais dos dois lances de pênalti que resultaram nos gols do Ituano. Na tentativa de combater a pressão, a polícia exagerou na força, encurralou parte da delegação do clube e os atingiu com chutes e golpes de cassetetes.

"A Polícia Militar, ao invés de instruir a arbitragem, preferiu usar de força desproporcional, uma vez que toda comissão já estava encurralada no túnel, e todos policiais à frente impedindo a passagem. Nos atingiram com golpes na cabeça e chutes em quem caiu no chão na frente deles. Em momento algum a polícia exerceu sua função de proteger a integridade física, apenas bateram sem mais nem menos", afirma o Capivariano.

O clube do interior seguiu com a denúncia e revelou que foi impedido de abrir um boletim de ocorrência contra os policiais que protagonizaram as agressões. "O delegado de plantão não deu continuidade no BO (boletim de ocorrência) de ontem que foi aberto na cidade de Itu. Assim como não foram informados os nomes dos policiais envolvidos."

A nota ainda garante que nenhum dos membros da equipe tentou revidar as agressões e critica o comportamento de Luiz Flávio de Oliveira. "Em momento algum a delegação e jogadores tentaram agredir a arbitragem e muito menos a PM. Apenas pedimos explicações pelos lances duvidosos apitados pelo Sr. Luiz Flávio de Oliveira. No momento que o mesmo chegou ao túnel, ele parou junto com os auxiliares e sorriu para nós dizendo em tom de ironia: 'Se eu errei eu vejo as imagens na TV'."

A truculência da polícia deixou graves sequelas nos funcionários do clube. O zagueiro Leandro Silva sofreu apenas um hematoma na cabeça, mas outros funcionários tiveram lesões mais sérias. Segundo a nota, o supervisor de futebol, Denis Conselvan, teve um dedo da mão fraturado, enquanto o roupeiro Rodrigo Rodrigues sofreu uma luxação no antebraço esquerdo.

Mais conteúdo sobre:

Comentários