Tiago Caldas/ Fotoarena
Tiago Caldas/ Fotoarena

Carille admite surpresa com o Vitória e pede mais agressividade ao Corinthians

Técnico reconhece dificuldade da equipe no triunfo, fora de casa, por 1 a 0

O Estado de S. Paulo

21 Maio 2017 | 20h12

O Corinthians bateu o Vitória fora de casa, mas não teve vida fácil na segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Após a partida, o técnico Fábio Carille disse que faltou criatividade para sua equipe e admitiu que esperava uma postura diferente do rival na Arena Fonte Nova, em Salvador. 

"Fui surpreendido. Não esperava que o Vitória fosse marcar meio campo. Tivemos muitas dificuldades para jogar. Mesmo tentando fazer a equipe ficar mais ofensiva, tivemos dificuldades, criamos pouco. No segundo tempo, mantivemos a ideia de ficar com dois meias e a substituição (entrada de Marquinhos Gabriel) foi para deixar a equipe mais ofensiva mesmo. Essa era a ideia e funcionou", afirmou.

Para Carille, o Corinthians precisa de mais agressividade desde a marcação. "Começar pressionando em cima é uma ideia, ter Rodriguinho ajudando Jô nessa pressão. Não trabalho pensando se (o jogo) é em casa ou fora, mas pela qualidade dos adversários, procuramos passar para os atletas as dificuldades. A ideia de pressionar e jogar em cima do adversário é sempre essa."

Nesta temporada, o Corinthians ostenta melhor retrospecto atuando fora de casa do que em sua arena. Ainda que isso não seja um motivo de preocupação para o treinador, Carille espera a evolução de seus comandados na sequência da temporada.

"A gente empatou muitos jogos em casa, mas em dois (casos) a gente fez o resultado fora. Contra o São Paulo, na semifinal do Paulista, foi 3 a 1 na soma dos dois jogos. Com a Ponte, foi 4 a 1. Há empates que podem ser melhores, mas há outros resultados bons fora. Temos muito a melhorar em casa e fora. Dá para ser mais agressivo. Senti um time pesado no primeiro tempo, fui para o intervalo preocupado com essa questão", disse.

Após a conquista do título paulista, Carille vê o time alvinegro em condições de sonhar mais alto. "Vamos buscar coisas grandes. Vamos brigar pela parte de cima (da tabela), vamos buscar vaga na Libertadores, queremos chegar embolado até as últimas 10 rodadas para medir forças (com os melhores). Mas vamos seguir no nosso jeito, sem projetar muito, e, a partir de terça-feira, pensar no Atlético Goianiense, em Goiás."

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