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CBF é colocada contra a parede no caso do rebaixamento da Portuguesa

O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2013 | 12h 22

O presidente Marin, que está no Marrocos com o Atlético-MG, precisará se envolver nas decisões do STJD

SÃO PAULO - A CBF terá de mudar de postura caso se confirme o fato de a entidade ter emitido documento oficial interno informando que o jogador da Portuguesa, Héverton, já havia cumprido suspensão e, portanto, estava liberado para jogar a partida do time paulista contra o Grêmio, a última do Campeonato Brasileiro, e que gerou toda a confusão do seu rebaixamento. Dessa forma, o presidente José Maria Marin, que apenas lamentou os erros e disse que não "poderia se meter nas decisões do STJD", terá agora de se coçar para explicar o documento da CBF.

Marin deixou o Brasil para representar a entidade no Mundial de Clubes da Fifa, no Marrocos, em que o Atlético-MG tentava a taça, em meio ao imblóglio do tapetão, que condenou a Lusa e salvou o Fluminense. O cartola não estava no País quando o STJD mudou a classificação do principal campeonato da CBF.

DEFESA

A defesa do clube do Canindé se apega a esse documento para tentar reverter a pena imposta pelos procuradores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em sessão que condenou a utilização de "um jogador irregular" por 13 minutos no jogo contra os gaúchos.

O BID de jogadores suspensos é um documento aberto apenas aos clubes filiados à CBF, que podem consultá-los para saber a movimentação da entidade e tribunal que julga todos os casos de punição do torneio nacional. No relatório, que os dirigentes da Portuguesa se apegam agora, havia a palavra 'cumpriu' para se referir à pena de Héverton. Julgada por ter escalado um jogador fora de condição de jogo, a Lusa perdeu quatro pontos e foi rebaixada no lugar do Fluminense em decisão na Primeira Comissão Disciplinar do STJD.

Como cabe recurso e a Portuguesa já correu atrás dele, marcado para o dia 27, os advogados do clube paulista começam a ver esperança no fim do túnel. A Portuguesa nunca se conformou com a decisão de 5 a 0 dos procuradores pela condenação. Ameaça ainda, depois de esgotadas todas as possibilidades de reverter o caso na Justiça Desportiva, procurar seus direitos na Justiça Comum, o que seria uma briga grande contra CBF e Fifa, que costumam punir os clubes que saem da esfera esportiva para conseguir o que acham justos em direitos.