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CBF tem vitória parcial na Justiça em disputa com ex-patrocinador

- Atualizado: 01 Fevereiro 2016 | 13h 39

Empresa tem um mês para retirar produtos com logo do mercado

Em meio a um movimento de fuga de patrocinadores, a CBF teve vitória parcial na Justiça na última sexta-feira. A 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca determinou que a Procter & Gamble (P&G), que rompeu contrato com a entidade em junho do ano passado, recolha em até um mês todos os produtos que estejam no mercado e ainda ostentem a logomarca da confederação. A decisão, em caráter liminar, porém, não atendeu ao pedido da CBF para que o caso tramite em segredo de Justiça.

O fim do contrato é motivo de disputa judicial por "dano material". O caso ainda tramita, mas a juíza Erica de Paula Rodrigues da Cunha concedeu liminar à CBF por considerar que "não se afigura plausível que as rés (P&G), que não figuram mais como patrocinadoras das modalidades esportivas, continuem a comercializar os produtos com a logomarca das Seleções Brasileiras de Futebol, após o decurso de mais de seis meses".

Procter & Gamble (P&G) pagava cerca de US$ 5 milhões ao ano para a CBF
Procter & Gamble (P&G) pagava cerca de US$ 5 milhões ao ano para a CBF

A magistrada, porém, negou o pedido para que o caso tramite em segredo de Justiça, como queria a CBF, uma vez que o contrato já foi encerrado e seus efeitos já foram noticiados. A juíza também considerou que o pedido "não se amolda às hipóteses previstas na lei".

A marca patrocinava a CBF desde 2009 e, pelo último contrato, pagava cerca de US$ 5 milhões ao ano à entidade. O rompimento aconteceu em junho do ano passado e partiu da P&G. O distrato se tornou público somente em dezembro. Na ocasião, a CBF divulgou nota informando que "a movimentação de patrocinadores é algo natural, em especial no quadro de instabilidade econômica no qual vive o País" e que uma renegociação estava em curso há mais de ano. Mas a empresa declarou que a decisão se baseava "em cláusula do contrato que prevê a rescisão caso haja algum fato que possa oferecer riscos à preservação da imagem da companhia".

A P&G foi a primeira patrocinadora a romper com a CBF desde que entidade passou a sofrer com uma forte crise de credibilidade, a partir da prisão do ex-presidente José Maria Marin e das suspeitas que recaíram sobre o seu sucessor, Marco Polo Del Nero, atualmente licenciado. Depois a Petrobrás encerrou o patrocínio que tinha para a Copa do Brasil. Já na sexta-feira, a BRF, controladora da Sadia, também anunciou o fim do contrato de patrocínio com a CBF.

 

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