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Copa 2014

'Chegou a hora de ser campeão', diz Klose

Mateus Silva Alves - Enviado especial a Santa Cruz Cabrália - O Estado de S. Paulo

11 Julho 2014 | 05h 00

Atacante esteve perto do título nos três últimos mundiais e não pretende 'morrer na praia' pela quarta vez

Miroslav Klose, de 36 anos, está feliz por ser o maior artilheiro da história das Copas, mas essa felicidade não é completa. O veterano goleador sente que ainda falta algo para que sua brilhante carreira termine do jeito que sempre quis. Falta o título de campeão do mundo. Ao contrário de seus colegas de time, todos mais jovens do que ele, Klose sabe que no domingo terá a sua última chance de ganhar um Mundial e não quer desperdiçá-la por nada no mundo.

É fácil entender o desejo gigantesco de Klose pela Copa. Ele vestiu a camisa da Alemanha nas três últimas edições do torneio e em todas elas voltou para casa com aquele gostinho amargo de quem sabe que faltou pouca coisa para levantar a taça. Em 2002, sua equipe foi vice-campeã. Em 2006 e em 2010, terminou o Mundial em terceiro lugar. Klose, evidentemente, nem pensa na possibilidade de “morrer na praia” pela quarta vez consecutiva.

"Acho que chegou a hora de voltar para a Alemanha com o título", comentou o artilheiro de 36 anos. "É fantástico ter mais uma oportunidade de ser campeão do mundo, mas, se não ganharmos, talvez não me deixem entrar mais no meu país", brincou Klose.

O jogador da Lazio começou o Mundial com um gol a menos do que Ronaldo na lista dos maiores artilheiros das Copas (15 a 14). O planeta todo estava curioso para saber se ele seria capaz de superar o Fenômeno, mas Joachim Löw deixou bem claro que não iria escalar o seu time com base nessa expectativa. Tanto que Klose ficou no banco de reservas nos quatro primeiros jogos da Alemanha no torneio e em dois deles (contra Portugal e Argélia) nem entrou em campo.

O polonês naturalizado alemão nunca reclamou e tratou de aproveitar as chances que apareceram. Contra Gana, entrou no segundo tempo e logo de cara fez o gol que o colocou lado a lado com Ronaldo. E foi justamente diante do Brasil, já com a condição de titular de volta (ele havia recuperado a posição no jogo anterior, contra a França), que Klose deixou para trás o astro brasileiro.

FOCO NA FINAL

A façanha é realmente incrível, e coisa e tal, mas o goleador não quer pensar nela agora. Aliás, Klose não quer saber de nada que não seja a partida contra a Argentina, a grande oportunidade que o destino lhe deu de combinar em uma mesma Copa o recorde de gols e o título mundial.

"Todos os que me conhecem sabem que o meu foco está na final", comentou ele. "Haverá um momento mais apropriado para aproveitar esse recorde, mas isso será só no futuro. Se nós perdermos a decisão, minha alegria será bem menor."

Por mais que ele só tenha olhos para a decisão do Mundial, é evidente que Klose está orgulhoso do seu recorde de gols. Especialmente por ter conseguido superar Ronaldo, um jogador por quem ele tem imenso respeito. E que estava no Mineirão para ver de perto o momento de glória do alemão.

"Eu jogo na Itália e lá todos me dizem que ele foi o melhor que já jogou nos estádios italianos”, disse o goleador. "Ele era o melhor atacante contra quem você poderia jogar, era o mais completo. Além disso, tem uma grande personalidade, é uma grande pessoa. Não deve ter sido muito alegre para ele ter me visto quebrar seu recorde, deve ter sido um pouco amargo."

ESPÍRITO DE GRUPO

Apesar do seu jeitão calado e da sua fisionomia sempre séria, Klose é um dos líderes da seleção alemã. E nem poderia deixar de ser, uma vez que a experiência de alguém que está em sua quarta Copa do Mundo não pode ser desprezada por um elenco formado por muitos jogadores jovens.

Na condição de líder, o goleador está impressionado com o bom ambiente da equipe alemã. Ele não tem nenhuma dúvida de que a ausência de desavenças entre os jogadores – e também entre os atletas e a comissão técnica – tem influência grande na boa campanha da Alemanha no Mundial do Brasil.

"Basta olhar os treinos para ver o grau de respeito e comprometimento de todos", disse ele. "Não há um time A e um B. Ninguém que está no banco se sente inferior, nem fica resmungando porque não joga."

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