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Mario Ruiz/EFE

Chile elege presidente de confederação, que quer manter Sampaoli

Arturo Salah assume o futebol e busca a manutenção do técnico 

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Estadão Conteúdo

04 Janeiro 2016 | 17h17

Arturo Salah foi eleito, nesta segunda-feira, o novo presidente da Associação Nacional de Futebol Profissional (ANFP) do Chile até 2018, para a vaga deixada em aberto com a renúncia de Sergio Jadue. Agora o principal desafio para o mandatário é a manutenção do treinador argentino Jorge Sampali à frente da seleção nacional.

Engenheiro civil com carreira como dirigente e treinador, Salah teve larga vantagem no pleito, batendo o rival Pablo Milad por 28 votos a 16 - quatro dirigentes votaram em branco.

Sobre o técnico argentino que conquistou o título da Copa América no ano passado, o novo presidente diz, desde a sua candidatura, que não há um plano B, embora o técnico tenha afirmado que ainda iria apresentar um projeto esportivo à nova gestão e esperaria pela aprovação.

Sampaoli gostaria de renegociar salário e prêmios, pois já havia chegado a um acordo com o ex-presidente, que incluía o depósito de um bônus em um paraíso fiscal após a conquista do título continental. Por conta desta transação, a ANFP precisou pagar 500 mil dólares ao fisco chileno, fato que fez com que o treinador pedisse um aumento.

O técnico ainda negocia a liberação de seu assistente, Sebastián Beccacece, para deixar a comissão da seleção e assumir a Universidad do Chile sem ter de pagar a rescisão que gira em torno de 2 milhões de dólares - a gestão anterior exigia o pagamento da multa.

Além da negociação com Sampaoli, que não está satisfeito com a confederação por conta do vazamento de informações sobre seu salário, Salah também tem como meta de trabalho a diminuição da violência no futebol local, marcado pela briga entre torcidas de Colo Colo e Santiago Wanderers que acabou por cancelar a partida entre as equipes no dia 6 de dezembro.

Salah substitui Jadue, que se entregou à Justiça norte-americana admitindo culpa em delitos de corrupção nas investigações que arrebataram a Fifa em 2015. Mesmo assim, o novo presidente não apresentou um programa detalhado, somente linhas gerais de trabalho como "transparência total da entidade, apoiar a seleção rumo à Copa da Rússia 2018, desenvolver as categorias de base e deter a violência nos estádios".

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