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Cesar Greco|Ag. Palmeiras

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Cinco problemas do Palmeiras neste começo de temporada

Atuações resgatam deficiências do ano anterior

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O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2016 | 13h04

As últimas apresentações do Palmeiras provocaram desconfiança em seu torcedor. O empate sem gol diante do Oeste, nesta quarta-feira, ressuscitou alguns fantasmas do time da temporada passada. Empolgada com a conquista da Copa do Brasil e com os reforços pontuais que chegaram ao clube, a torcida esperava melhor futebol. Além da cobrança sobre alguns jogadores, quem também anda despertando deconfiança é o técnico Marcelo Oliveira. O Estadão aponta cinco problemas do Palmeiras neste começo de ano.

1 - ANSIEDADE PARA DECIDIR

O próprio Marcelo Oliveira cobrou isso de seus jogadores após o 0 a 0 com o Oeste, pelo Paulistão. De acordo com a avaliação do treinador, o time perdeu a paciência para ficar com a bola e esperar a hora certa de chegar ao gol adversário. Foi exatamento isso o que se viu em São José do Rio Preto. A equipe parte para cima sem qualquer organização, à espera de alguma jogada certeira.

2 - ATACANTES QUE NÃO CHUTAM  A GOL 

Barrios, Dudu, Rafael Marques e Gabriel Jesus preferem muitas vezes o passe do que os arremates a gol. Não tem sobrado grandes oportunidades para concluir para nenhum deles e nas poucas que aparecem, muitas vezes os atacantes preferem encontrar um companheiro mais bem colocado do que chutar. Gabriel Jesus é quem mais sofre com esta situação. Ele está sempre procurando um parceiro na área.

3 - FASE RUIM DE ALGUNS JOGADORES

Lucas Barrios é quem mais deixa a desejar nesse começo de ano. O atacante, mais fininho e recuperado dos anos de desgaste provocado sem férias antes de chegar ao Palmeiras, não corresponde às expectativas que se faz dele neste momento. Contra o Oeste, Barrios quase não pegou na bola e muito por causa de sua pouca movimentação. Esteve bem marcado também e aceitou esta condição com facilidade. O que mostra em campo é pouco para a fama que carrega.

4 - FALTA CRIATIVIDADE NO MEIO

Robinho é bom jogador, mas não tem cacoete para conduzir o time do meio para o ataque com desenvoltura e 'sozinho'. É jogador esforçado que acerta e erra o tempo todo. Suas jogadas também são previsíveis, o que torna o Palmeiras uma equipe esforçada e de pouca 'genialidade'. As jogadas custam a sair. Robinho não é o único responsável por esta situação ruim de criação. Precisa de ajuda na armação. Dudu deveria ter sido este cara contra o Oeste. Não foi. O atacante rende mais quando atua aberto pelas beiradas do gramado, mais à espera da bola, rumando para o gol. 

5 - MARCELO NO PAREDÃO

A cada partida ruim do Palmeiras aumenta o descontentamento da torcida com o trabalho de Marcelo Oliveira. O treinador não conta com o apoio de todos os torcedores de modo geral. Há quem desconfia da sua condição de fazer este time virar. Pesa contra ele o fato de o Palmeiras ter feito jogos ruins no ano passado mesmo com um elenco razoável. Da mesma forma, após as contratações desta temporada, esperava-se mais do treiandor num curto espaço de tempo. Marcelo tem crédito com a diretoria pela conquista da Copa do Brasil e compactua do pensamento de que um treinador só pode ser avaliado após seu trabalho, e nunca durante.

 

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