1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Cinco problemas do Palmeiras neste começo de temporada

- Atualizado: 11 Fevereiro 2016 | 13h 50

Atuações resgatam deficiências do ano anterior

As últimas apresentações do Palmeiras provocaram desconfiança em seu torcedor. O empate sem gol diante do Oeste, nesta quarta-feira, ressuscitou alguns fantasmas do time da temporada passada. Empolgada com a conquista da Copa do Brasil e com os reforços pontuais que chegaram ao clube, a torcida esperava melhor futebol. Além da cobrança sobre alguns jogadores, quem também anda despertando deconfiança é o técnico Marcelo Oliveira. O Estadão aponta cinco problemas do Palmeiras neste começo de ano.

1 - ANSIEDADE PARA DECIDIR

O próprio Marcelo Oliveira cobrou isso de seus jogadores após o 0 a 0 com o Oeste, pelo Paulistão. De acordo com a avaliação do treinador, o time perdeu a paciência para ficar com a bola e esperar a hora certa de chegar ao gol adversário. Foi exatamento isso o que se viu em São José do Rio Preto. A equipe parte para cima sem qualquer organização, à espera de alguma jogada certeira.

Palmeiras em 2016
Levi Bianco/Brazil Photo Press
Palmeiras em 2016

Na 2ª rodada do Brasileirão, o Palmeiras visitou a Ponte Preta e acabou derrotado por 2 a 1

2 - ATACANTES QUE NÃO CHUTAM  A GOL 

Barrios, Dudu, Rafael Marques e Gabriel Jesus preferem muitas vezes o passe do que os arremates a gol. Não tem sobrado grandes oportunidades para concluir para nenhum deles e nas poucas que aparecem, muitas vezes os atacantes preferem encontrar um companheiro mais bem colocado do que chutar. Gabriel Jesus é quem mais sofre com esta situação. Ele está sempre procurando um parceiro na área.

3 - FASE RUIM DE ALGUNS JOGADORES

Lucas Barrios é quem mais deixa a desejar nesse começo de ano. O atacante, mais fininho e recuperado dos anos de desgaste provocado sem férias antes de chegar ao Palmeiras, não corresponde às expectativas que se faz dele neste momento. Contra o Oeste, Barrios quase não pegou na bola e muito por causa de sua pouca movimentação. Esteve bem marcado também e aceitou esta condição com facilidade. O que mostra em campo é pouco para a fama que carrega.

4 - FALTA CRIATIVIDADE NO MEIO

Robinho é bom jogador, mas não tem cacoete para conduzir o time do meio para o ataque com desenvoltura e 'sozinho'. É jogador esforçado que acerta e erra o tempo todo. Suas jogadas também são previsíveis, o que torna o Palmeiras uma equipe esforçada e de pouca 'genialidade'. As jogadas custam a sair. Robinho não é o único responsável por esta situação ruim de criação. Precisa de ajuda na armação. Dudu deveria ter sido este cara contra o Oeste. Não foi. O atacante rende mais quando atua aberto pelas beiradas do gramado, mais à espera da bola, rumando para o gol. 

5 - MARCELO NO PAREDÃO

A cada partida ruim do Palmeiras aumenta o descontentamento da torcida com o trabalho de Marcelo Oliveira. O treinador não conta com o apoio de todos os torcedores de modo geral. Há quem desconfia da sua condição de fazer este time virar. Pesa contra ele o fato de o Palmeiras ter feito jogos ruins no ano passado mesmo com um elenco razoável. Da mesma forma, após as contratações desta temporada, esperava-se mais do treiandor num curto espaço de tempo. Marcelo tem crédito com a diretoria pela conquista da Copa do Brasil e compactua do pensamento de que um treinador só pode ser avaliado após seu trabalho, e nunca durante.

 

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em EsportesX