Pedro Martins / MoWA Press
Pedro Martins / MoWA Press

Clubes brasileiros vão analisar rivais da seleção na Copa de 2018

CBF conta com ajuda dos analistas de desempenho das agremiações para ter informações das outras equipes que irão à Copa

Marcio Dolzan, Rio de Janeiro, O Estado de S.Paulo

03 Maio 2017 | 09h00

A seleção brasileira espera contar com o apoio efetivo dos principais clubes do País para conquistar o hexacampeonato na Copa de 2018. A comissão técnica vai pedir o auxílio dos setores de análise de desempenho das agremiações para monitorar cada uma das demais 31 seleções que estarão no Mundial. Como recompensa, os profissionais que analisarem os adversários do Brasil na primeira fase e aqueles que tiverem feito os melhores trabalhos poderão ser levados à Rússia para trabalhar como olheiros durante a Copa.

O projeto da diretoria de seleções, batizado de “Plano de Observação de Possíveis Adversários da Copa”, já recebeu aval do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. Agora, a comissão técnica irá em busca da adesão dos clubes. “O Tite gostou muito da ideia. Agora vamos começar a conversa com os clubes. Ainda precisamos ver todas as possibilidades, mas a ideia é premiar o cara levando para a Copa, para nos ajudar lá também”, contou o coordenador de seleções, Edu Gaspar.

Serão acionados os clubes da Série A e alguns da Série B. É provável que agremiações com uma estrutura maior sejam convidadas a “adotar” mais de uma seleção. Além de buscar maior integração com os clubes, a iniciativa visa resolver um problema prático, já que a CBF sozinha não teria condições de elaborar dossiês sobre todas as seleções do Mundial.

O sorteio dos grupos da Copa será somente em dezembro.

PLANEJAMENTO

A comissão técnica da seleção espera confirmar sua base de treinamento na Rússia até setembro, quando serão definidos os primeiros classificados das Eliminatórias Europeias. É o mês considerado ideal porque os locais reservados por seleções que acabarem não conseguindo a classificação ficarão vagos. Segundo Edu Gaspar, “todas as principais equipes” já indicaram à Fifa onde pretendem ficar baseadas. O Brasil sugeriu dois lugares, que seguem sob sigilo.

A maior preocupação da comissão técnica é com a estrutura oferecida, não com as distâncias. “Os locais mais afastados ficam a pouco mais de duas horas de voo. Deslocamento não nos preocupa”, garantiu.

Já está definido que o Brasil fará a primeira parte da preparação para o Mundial em Teresópolis. Depois, a seleção passará por período de aclimatação em algum país europeu antes de desembarcar na Rússia.

Até a Copa, a seleção deverá realizar mais 11 partidas. Além dos amistosos com Austrália e Argentina, no próximo mês, e dos últimos quatro jogos das Eliminatórias Sul-Americanas, o técnico Tite terá dois amistosos em março do próximo ano – um deles diante da Alemanha, em Berlim – e um antes da convocação definitiva, em maio. Um dos jogos deverá ser diante da Rússia, no país da Copa.

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