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Colombianos abrem bar temático da Chapecoense em Medellín

Local faz homenagem às vítimas do acidente com painel de fotos e miniatura do avião da LaMia

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Ciro Campos ,
O Estado de S. Paulo

16 Fevereiro 2017 | 07h00

A cidade colombiana de Medellín ganhou há dez dias outro motivo para não se esquecer da Chapecoense. Um casal de empresários locais acaba de abrir um bar temático ao clube catarinense, com decoração em verde, escudo, fotos e imagens em 3D das vítimas do acidente aéreo em novembro do ano passado.

O Café Bar Chapecoense tem como especialidade bebidas e lanches, em especial o cachorro quente. O local fica nos arredores do estádio Atanásio Girardot, onde no ano passado a prefeitura e o Atlético Nacional reuniram 40 mil pessoas em uma homenagem aos mortos da tragédia na noite seguinte à queda do avião da LaMia. A aeronave caiu perto do aeroporto de Medellín, em região montanhosa agora renomeada Cerro Chapecoense.

Os donos do bar são torcedores do Nacional e estavam na cerimônia. "Ficamos muito comovidos com a tragédia. Em dezembro tivemos a ideia de fazer a homenagem e passamos dois meses em preparação para inaugurar. Deu trabalho organizar a decoração", contou o empresário Juan David Pemberty.

Junto com a esposa, Veronica, ele buscou como poderia decorar o local para homenagear a Chapecoense. O aspecto mais fácil de resolver foi a cor. O verde é comum ao clube catarinense e também ao Nacional, time que seria o adversário dos catarinenses na decisão da Copa Sul-Americana de 2016.

O mais complicado para os empresários foi concretizar o painel com fotos em 3D e em acrílico dos jogadores a bordo no avião da LaMia. "Como não era um time tão conhecido na Colômbia, deu trabalho para buscar cada uma das imagens e identificar os nomes", contou o dono. Os 22 atletas do elenco foram lembrados. Os três sobreviventes (Alan Ruschel, Follmann e Neto) têm as imagens coloridas. Os demais, vítimas fatais, estão em preto e branco.

O painel especial tem outros dois itens curiosos. O primeiro é a foto da taça de campeão da Sul-Americana, entregue de forma póstuma à Chapecoense após pedido da diretoria do Nacional. O outro atrativo é a miniatura de parte da aeronave do acidente. "A cabine do avião é feita em fibra de vidro e foi difícil para representar. Eu quis ser bastante detalhista", explicou. O dono preferiu não revelar quanto investiu no local.

O cuidado com a decoração levou os empresários a decorarem o balcão com fotos do time catarinense e até do mascote mirim da equipe, o garoto Carlinhos, de cinco anos, que se veste de índio para entrar em campo junto com os jogadores.

O casal tem aprovado o movimento no bar. Em dias de jogos do Nacional, a torcida se reúne por lá antes de entrar no estádio. Se não há jogo, o perfil do público muda. Turistas e moradores visitam como curiosos para ver e tirar fotos das homenagens.

A dedicação aos detalhes para os clientes está presente nas refeições. O papel utilizado sob o prato para forrar o balcão leva o escudo da Chapecoense, assim como as "bolachas" para os copos e o chaveiro entregue aos fregueses.

O zelo pela decoração ainda não deixou os donos satisfeitos. Os dois meses de busca de imagens e de pesquisa não saciaram a vontade de contar com um último adereço na parede. "Eu procurei muito na internet e não consegui comprar uma camisa da Chapecoense. Você pode me arrumar uma aí no Brasil?", pediu Pemberty.

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