Nelson Perez/Fluminense
Nelson Perez/Fluminense

Com artrite reativa, volante Douglas comemora retorno ao Fluminense

"Achava que não ia voltar a jogar bola', afirmou o jogador

Estadão Conteúdo

12 Setembro 2017 | 15h03

O volante Douglas comemorou o retorno aos gramados no empate por 2 a 2 do Fluminense com o Vitória, no domingo, em Salvador, pelo Campeonato Brasileiro, após meses de incertezas sobre o seu futuro no futebol devido ao tratamento de uma artrite reativa, sintoma que provocava dores intensas pelo corpo após os jogos. Aos 20 anos, o atleta contou em entrevista coletiva, nesta terça-feira, que recebeu auxílio de familiares, do clube e que se apoiou na fé para superar a dificuldade.

"Tinha noite que eu não conseguia dormir. Sentia muita dor e não conseguia andar no dia seguinte. Já cheguei no médico de cadeira de rodas. A vida não ganhou de mim, eu ganhei dela. Tenho muita fé, ainda mais em Nossa Senhora Aparecida. O que eu passei não quero que ninguém passe, foi muito difícil. Achava que não ia voltar a jogar bola. Mas meu pai, minha mãe, o departamento médico do Flu. Todos me ajudaram muito", revelou o meio-campista.

O coordenador médico do clube carioca, Douglas Santos, explicou que o problema físico decorre da atividade de atleta profissional que Douglas desempenha, mas que as chances de cura do jogador são de 90%. Além disso, de acordo com o médico, os exames apontam que o atleta provavelmente não sentirá mais os efeitos da artrite reativa.

"Artrite não é uma doença, é um sintoma. Existe um tempo necessário para o tratamento, mas ele tem chances de ficar curado. Tem a ver com a atividade que ele desempenha. Se ele não fosse jogador, não teria nada. Até agora foi muito bem controlado. Ele só fez um jogo, é precoce falar em algo definitivo, mas pelos exames a chance dele não ter mais nada é de 90%", destacou o médico.

Douglas treinou normalmente nesta terça com restante do elenco no CT Pedro Antônio, na Barra da Tijuca, visando a partida desta quinta contra a LDU, do Equador, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. O jogo está marcado para às 19h15, no Maracanã.

Durante as atividades, o grupo recebeu a visita dos gêmeos especiais Miguel e João Guilhon Girardi, de 12 anos, cuja história comoveu jogadores e comissão técnica. Os irmãos tiveram um problema de nascimento e Miguel teve uma crise convulsiva que o deixou em coma por 42 dias. O menino despertou com o chamado de um tio, com o uniforme do Fluminense, chamando-o para torcer pelo time.

Os garotos foram levados pelo técnico Abel Braga para o meio do campo e apresentados aos jogadores. Miguel e João participaram do tradicional "bobinho" com os atletas e saíram do gramado sorridentes, antes do início das atividades técnicas e táticas comandadas pelo treinador.

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