JF Diorio/Estadão
JF Diorio/Estadão

Com gol no último lance, Palmeiras bate o Peñarol na Libertadores

Assim como fez contra o Jorge Wilstermann, Alviverde vence marcando no fim

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

12 Abril 2017 | 23h52

O Palmeiras nesta Copa Libertadores tem sido um time do apagar das luzes, do último respiro. Após ganhar na estreia em casa com um gol aos 50 minutos do segundo tempo, nesta quarta-feira a equipe foi ainda mais tardia. O gol da vitória por 3 a 2 sobre o Peñarol, nesta quarta-feira, no Allianz Parque, foi aos 54 minutos da etapa final.

O herói do jogo épico foi Fabiano. O lateral está longe de ser o mais festejado pela torcida e marcou apenas o segundo gol pelo clube. O outro tento também tem peso histórico, pois foi o do título brasileiro do ano passado, contra a Chapecoense. O resultado positivo coloca a equipe como líder do grupo 5 da competição.

A torcida do Palmeiras aos poucos se acostuma com a tensão inerente aos jogos da Libertadores. Se na rodada anterior, contra o Jorge Wilstermann, o gol também veio nos acréscimos, foi a vez de contra o Peñarol o time perder muitos gols e novamente ter o resultado sob suspense até quase depois do fim. Pelo menos de luta, não se pode reclamar.

O técnico Eduardo Baptista repetiu pela primeira vez a formação do Palmeiras no ano. A escalação foi a mesma usada contra o Novorizontino, na sexta-feira, mas os jogadores tiveram uma partida bem diferente, principalmente em termos de comportamento. Chegar ao gol do Peñarol significava ter de contornar a marcação, fugir das faltas e desviar de carrinhos.

Dudu era o mais capacitado para essa dura travessia. Sozinho, porém, era apenas um solitário alviverde contra pelo menos dois marcadores a cada jogada. Os uruguaios jogavam ao seu estilo, ao ganharem o máximo de tempo possível com o jogo parado e brigarem o quanto podiam nas divididas.

O preço dessa entrega saiu barato para o Peñarol no primeiro tempo. Ter recebido três cartões amarelos pelas várias faltas cometidas é quase nada diante do imenso lucro da vitória parcial. Um escanteio terminou com o gol de cabeça do zagueiro Arias, aos 31 minutos.

A desvantagem desorganizou o Palmeiras. Por pouco o Peñarol não fez 2 a 0. Fernando Prass salvou e deu a possibilidade de o intervalo e a conversa no vestiário salvarem o trágico resultado da etapa inicial.

A oportunidade bastou para o jogo mudar. O segundo tempo foi uma jornada tão diferente que em cinco minutos a história era outra. Willian empatou no primeiro minuto, Dudu virou aos cinco. Borja ainda teve um pênalti para ampliar, aos nove. O chute foi para fora.

Para conseguir essa reviravolta o Palmeiras imprimiu um ritmo forte. A equipe voltou disposta a conseguir a virada de qualquer jeito, com uma velocidade impressionante capaz de fazer o Peñarol apanhar na bola e em pouco tempo tudo o que havia batido até então.

Apesar da reação, o jogo não estava resolvido. O Peñarol continuou a ameaçar nas bolas aéreas. Para a angústia da torcida, novamente o grito do terceiro gol ficou abafado. A defesa uruguaia tirou em cima da linha um chute de Tchê Tchê. A punição veio na sequência, quando uma falta cobrada até a área rendeu o empate aos 30 minutos, com Gastón Rodríguez.

A angústia alviverde piorou porque logo na sequência outra chance incrível foi perdida. Willian driblou o goleiro e ao finalizar, chutou no travessão. Tudo isso deixou o resultado de empate como um tremendo prejuízo, capaz de irritar e causar a expulsão de Dudu, já nos acréscimos. Sorte que para o Palmeiras, o jogo demora para acabar.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 3 x 2 PEÑAROL

PALMEIRAS: Fernando Prass; Fabiano, Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Felipe Melo (Thiago Santos); Willian, Tchê Tchê, Guerra (Keno) e Dudu; Borja (Michel Bastos). Técnico: Eduardo Baptista.

PEÑAROL: Guruceaga; Petryk, Quintana, Ramón Arías e Hernández; Novick (Gastón Rodríguez), Pereira, Nandez e Cristian Rodríguez; Junior Arias (Ángel Rodríguez) e Affonso (Perg). Técnico: Leonardo Ramos

Gols: Ramon Arias, aos 31 minutos do primeiro tempo. Willian, a 1, Dudu, aos 5, Gastón Rodríguez, aos 30, Fabiano, aos 54 minutos do segundo tempo.

Árbitro: Roddy Zambrano (Equador)

Cartões amarelos: Pereira, Affonso, Petryk, Rodríguez, Felipe Melo, Mina

Cartão vermelho: Dudu

Público: 38.483 torcedores

Renda: R$ 2.582.842,67

Local: Allianz Parque, em São Paulo

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