1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Com poucas opções, Palmeiras mantém técnico e espera reação

- Atualizado: 01 Março 2016 | 09h 35

Marcelo Oliveira é mantido no cargo, mas pode sair em caso de tropeço diante do Rosario Central

O presidente Paulo Nobre resolveu contrariar alguns de seus aliados e manter Marcelo Oliveira no comando do Palmeiras por mais tempo. A pressão de boa parte dos dirigentes do clube contra o trabalho do treinador nunca esteve tão alta, mas o cartola decidiu lhe dar respaldo e focar as críticas pelos resultados decepcionantes no elenco. Nobre espera por uma reação imediata na partida contra o Rosario Central, quinta-feira, no Allianz Parque, pela Libertadores. Uma derrota poderá esquentar a crise.

Alguns dos auxiliares mais próximos de Paulo Nobre o aconselham a demitir o treinador depois da derrota para a Ferroviária (2 a 1 em casa) como forma de dar um choque no grupo. Entretanto, o presidente ainda não está convicto de que o problema esteja somente com o treinador e teme que a mudança de comando piore as coisas no clube. Os jogadores se reapresentaram na segunda após a derrota para o time de Araraquara, no domingo. O clima era de tristeza. Antes da atividade começar, a diretoria se reuniu com os atletas e comissão técnica para conversar sobre o momento da equipe.

 

Mesmo pressionado, Marcelo Oliveira continua no Palmeiras
Mesmo pressionado, Marcelo Oliveira continua no Palmeiras

O foco da discussão ficou mais para a parte tática e para os erros cometidos diante da equipe de Araraquara. Uma conversa mais direta e em tom de cobrança deve acontecer antes do confronto com o Rosario. O relacionamento de Marcelo Oliveira com os jogadores é, no geral, razoável. O próprio treinador não detecta má vontade de nenhum jogador. 

Existem alguns atletas insatisfeitos por estarem sendo pouco aproveitados e outros que questionam a variação tática do treinador, mas o clima não chega a ser de divisão do grupo ou racha no elenco. Embora Nobre entenda que a culpa maior do fracasso está sobre os ombros dos atletas em comparação com o trabalho da comissão técnica, tudo pode mudar, dependendo do resultado de quinta-feira.

 

Nas últimas semanas, o treinador tem se complicado para explicar os problemas do Palmeiras em campo. Sua crítica aberta e antecipado que Leandro Almeida deixaria a equipe, após erro contra o São Bento, não pegou bem entre os jogadores. No domingo, após o jogo com a Ferroviária, Marcelo disse não saber mais o que fazer para a equipe voltar aos trilhos e apresentar um bom futebol.

Existem dois fatores que ajudam na permanência de Marcelo Oliveira no Palmeiras neste momento. A primeira delas é falta de opção no mercado. Não houve nenhum contato direto, mas os dirigentes já receberam informação de que Cuca e Abel Braga, duas possíveis opções, não estão dispostos a trabalhar antes de abril por questões pessoais. Levir Culpi, outro nome lembrado no clube, embora esteja desempregado, não possui prestígio entre os dirigentes e é muito marcado por ter sido o técnico do time no rebaixamento de 2002. 

FECHADO COM O TREINADOR

Outro problema é o lado financeiro. Marcelo Oliveira chegou ao Palmeiras em junho de 2015 com um contrato válido até o fim desta temporada e com a obrigação de o clube pagá-lo até dezembro, mesmo se decidir por sua saída antecipadamente. Os jogadores elogiam e asseguram que estão do lado do treinador. “Todo mundo está fechado com o Marcelo. Vamos jogar por ele, por nós, pela nossa família e pelo Palmeiras. Acreditamos 100% nele”, disse Cristaldo, que pode substituir Alecsandro contra o Rosario. 

OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DO PALMEIRAS

1. Tática

Desde sua chegada ao Palmeiras, Marcelo Oliveira ainda não se decidiu por um esquema. Na decisão da Copa do Brasil de 2015, ele mandou a campo o time no 4-2-3-1 e o Alviverde foi bem. Neste ano, tem insistido no 4-3-3 sem obter resultados.

2. Sacrifícios

Alguns jogadores estão sobrecarregados. O lateral-esquerdo Zé Roberto precisa recompor rapidamente, o que aumenta seu desgaste. O atacante Gabriel Jesus, deslocado para auxiliar o veterano na marcação, deixa de render o que pode.

3. Entrosamento

É comum o rodízio de atletas no começo de temporada. Só que no Palmeiras a rotatividade é tão grande que o time tem demorado mais se entrosar.

4. Contratações

O Palmeiras trouxe novos jogadores, mas nenhum para ser o meia criativo que a torcida tanto deseja. Clube e técnico apostam na recuperação de Cleiton Xavier, que ainda não tem data para voltar aos gramados

5. Postura

O elenco fica incomodado com as entrevistas do técnico. Ele já chegou a reclamar da atuação de um jogador (do zagueiro Leandro Almeida, após o empate com o São Bento) e após a derrota para a Ferroviária afirmou que “não sabia o que fazer para melhorar o time”. 

 

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em EsportesX