Ale Cabral/AGIF
Ale Cabral/AGIF

Com show de Pratto, São Paulo bate Palmeiras e mantém tabu no Morumbi

Argentino marca e dá assistência em vitória tricolor no clássico

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

27 Maio 2017 | 21h06

O atacante Lucas Pratto foi o herói da vitória do São Paulo sobre o Palmeiras por 2 a 0, neste sábado, no Morumbi, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. O jogador argentino fez um gol - chegou a nove com a camisa do clube na temporada - e deu uma assistência. O resultado ainda manteve o tabu de 15 anos do tricolor  em seu estádio sobre o rival.

O começo da partida parecia um jogo de xadrez. Os dois times inciaram com três zagueiros, sendo que a surpresa no lado alviverde foi Felipe Melo como líbero, no meio de Mina e Juninho. Do outro lado, o trio era formado por Lucão, Maicon e Rodrigo Caio. Assim as duas equipes tinham uma formação parecida.

No primeiro bom lance do jogo, Cueva teve grande chance, mas não conseguiu controlar a bola. Só que a partir daí, nenhum chute foi em direção ao gol. O poder destrutivo dos jogadores imperava sobre o criativo e pouco se via de boas jogadas e lances de perigo. Os goleiros eram meros espectadores.

Só que no ataque do São Paulo, mesmo quando a bola não chegava, Pratto lutava, dava carrinho e pedia para seus companheiro se aproximarem a fim de pressionar a saída de bola do Palmeiras. O argentino, que chegou há pouco tempo no clube e já ostenta a faixa de capitão quando Lugano não está em campo, chamava a responsabilidade no clássico.

A partir da metade do primeiro tempo, o Palmeiras acertou seu posicionamento, tinha mais posse de bola, mas não conseguia ser fatal como em outras partidas. Já o São Paulo tinha as melhores chances nas jogadas de bola parada e só aos 44 minutos obrigou Fernando Prass a fazer sua primeira defesa no duelo, após cobrança de falta de Cueva.

Após o intervalo, os dois treinadores mantiveram o esquema tático, sem substituições no início, mas a postura do São Paulo era um pouco mais agressiva. E foi atacando pelos dois lados, tocando a bola e tentando entrar na defesa adversária que o time da casa chegou ao gol.

Em uma jogada pela direita, Marcinho, atacante que foi escalado como ala, observou o deslocamento de Pratto e mandou para o argentino. Ele chutou no canto e contou com uma falha de Fernando Prass, que não fechou o primeiro pau e sofreu o gol. A comemoração do São Paulo foi enorme.

Só que não demorou muito para o Palmeiras apertar. Até que Jucilei derrubou Jean dentro da área e o juiz Anderson Daronco marcou pênalti. O próprio Jean bateu, para fora, desperdiçando a chance do empate.

A partir daí, o Palmeiras foi todo para cima, com quatro atacantes - Borja, Keno e Róger Guedes entraram no time na etapa final. Só que o São Paulo apostava na velocidade do time na frente e matou o jogo aos 38, quando Pratto deu o passe para Luiz Araújo marcar, em uma bola que passou por baixo de Prass. Pouco depois, Pratto foi substituído e teve seu nome gritado no estádio pela torcida, que terminou o clássico gritando "olé".

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 2 x 0 PALMEIRAS

SÃO PAULO: Renan Ribeiro; Lucão, Maicon e Rodrigo Caio; Marcinho, Jucilei, Cícero, Cueva (Thomaz Santos), Luiz Araújo (Chávez) e Júnior Tavares; Pratto (Militão). Técnico: Rogério Ceni.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Mayke, Mina, Juninho e Michel Bastos; Felipe Melo (Borja), Jean e Tchê Tchê; Guerra (Keno) e Dudu; Willian (Róger Guedes). Técnico: Cuca.

Gols: Pratto, aos 17, e Luiz Araújo, aos 38 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Rodrigo Caio, Mina, Sidão, Thomaz Santos.

Juiz: Anderson Daronco.

Público: 33.288 pagantes.

Renda: R$ 850.581.

Local: Morumbi, em São Paulo.

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