Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Consenso, Andrés Sanchez será candidato à presidência do Corinthians

Ex-presidente é o escolhido em chapa de Roberto de Andrade para concorrer contra Citadini, Osmar Stábile e Romeu Tuma Júnior

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2017 | 17h56

Andrés Sanchez será candidato à presidência do Corinthians. O ex-dirigente e atual deputado federal pelo PT vai concorrer nas eleições de 3 de fevereiro contra Antônio Roque Citadini, Romeu Tuma Júnior e Osmar Stábile, dentre outros que devem ser conhecidos em breve. O anúncio da candidatura vai ocorrer em meados de novembro, provavelmente dia 15. 

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O Estado apurou que o nome de Sanchez foi um consenso entre os membros da situação, que formam a chapa Renovação e Transparência, da qual o atual presidente, Roberto de Andrade, faz parte. Em reunião realizada recentemente, chegaram à conclusão que ele é a única opção do grupo que está hoje no poder com reais condições de vencer a eleição.

Antes da definição foi feita uma espécie de sondagem no clube para saber como o nome de Andrés seria aceito entre os sócios, e o retorno foi positivo. O ex-presidente é visto como o único com força real para derrotar Citadini, favorito neste início de corrida eleitoral. 

Ex-presidente, Andrés nega que precise passar por qualquer teste de aprovação entre os associados para se candidatar. “Frequento o clube desde garoto. Fui presidente por quase cinco anos e todos os sócios sabem o que fiz de certo e errado. Infelizmente, as pessoas ficam falando isso e aquilo, mas quem me conhece sabe o que eu sou e o que eu fui para o Corinthians”, disse Andrés, em entrevista ao Estado.

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A visão dos representantes da Renovação e Transparência é que existe uma porcentagem que rejeita o ex-presidente, mas a maioria defende seu retorno ao cargo máximo do clube.

Uma das formas de convencê-lo a aceitar a candidatura foi mostrar como seu nome ainda gera discussão e causa uma reação bastante positiva – sob o ponto de vista de seus aliados. “O Andrés é um cara que você ama ou odeia e a maioria o ama”, assegurou um conselheiro. 

Inicialmente, Andrés não queria ser candidato. Foi convencido pelos membros do grupo. Ele já disse algumas vezes que preferia se distanciar da política do Corinthians, por ter compromissos particulares, mas que estava à disposição caso fosse necessária sua presença. 

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Outras opções.

Os outros nomes sondados para sair como candidato da situação eram Jorge Kalil, André Luiz de Oliveira (conhecido como André Negão) e Eli Werdo. Eles aparecem, inclusive, como possíveis candidatos a vice. Paulo Garcia chegou a conversar com a chapa, mas também se reuniu com outras frentes e, no momento, parece mais propenso a lançar sua própria candidatura. Uma possível vitória não obrigará Andrés a deixar o mandato de deputado, que se encerra em dezembro do ano que vem. 

A disputa eleitoral corintiana não deve ficar apenas entre os quatro postulantes. Fundada por ex-membros do Renovação e Transparência, o grupo Corinthians Grande deve anunciar em breve seu candidato. O nome mais cotado é o de Felipe Ezabella, que foi diretor de esportes terrestres na gestão de Andrés. O grupo está definindo algumas diretrizes e deve anunciar o nome escolhido até o começo de novembro. 

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Histórico.

Roberto de Andrade teve Andrés como um de seus principais cabos eleitorais para vencer a eleição passada. Neste ano, após tomar algumas atitudes consideradas equivocadas por seus aliados, se distanciou do antigo presidente, mas nos últimos meses houve uma reaproximação. 

Andrés Sanchez foi presidente do Corinthians entre 2007 e 2011 e fez uma reformulação no clube. O dirigente ainda é um dos responsáveis pela construção da Arena Corinthians, obra envolvida em suspeitas de corrupção. 

Em campo, dentre outros feitos, contratou os astros Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos e também os técnicos Tite e Mano Menezes. 

 

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