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Copa 2014

Comando da seleção brasileira aponta aversão da Fifa a título

Luiz Antônio Prósperi - Enviado especial a Teresópolis - O Estado de S. Paulo

05 Julho 2014 | 18h 00

Líderes dizem que entidade mundial quer impedir o Brasil de conquistar o título pela sexta vez na história

O comando da seleção brasileira detectou má vontade da Fifa com a equipe bem antes de Neymar ser abatido pela joelhada de Zuñiga. A expressão nos bastidores da entidade que mais chamou atenção dos chefes foi “o Brasil não pode virar um Schumacher”, uma referência ao piloto da Fórmula 1 que conquistou sete títulos e esvaziou a categoria do automobilismo. O Brasil ser hexa não seria interessante para o negócio futebol.

Segundo comentários dentro da comissão técnica da seleção, a Fifa não gostaria de ver o Brasil ser campeão pela sexta vez, façanha difícil de ser alcançada por outra seleção. As concorrentes mais próximas são Alemanha, dona de três títulos e Itália, com quatro taças. Daí a comparação ao feito de Michael Schumacher na Fórmula 1.

Alex Silva/Estadão
Segundo comentários no comando da seleção, Fifa não quer o Brasil hexacampeão

A Fifa, segundo avaliação dentro da seleção, concedeu ao Brasil o direito de sediar a Copa de 2014 por questões políticas e interesses financeiros da própria entidade. Mas, no aspecto técnico, no campo de jogo, seria um desastre a seleção brasileira conquistar mais um título.

De acordo com o pensamento do comando da seleção, as arbitragens têm sido pouco severas com os adversários da seleção e não anotado lances capitais favoráveis ao Brasil desde o pênalti sofrido por Fred na estreia contra a Croácia. E ainda têm ignorado confissões de culpa de alguns jogadores, como o atacante holandês Robben, por exemplo, que disse ter simulado pênalti contra o México.

“Eles batem, e batem e batem e não acontece nada. Todo mundo sabia que Neymar seria caçado. Há três jogos que avisamos isso. Todo mundo acha que só os jogadores da Alemanha são caçados. O Neymar não. Podem bater à vontade porque não vai acontecer nada mesmo. A gente vem falando sobre isso a toda hora, mas ninguém acha que isso é verdade”, insistiu Felipão na entrevista concedida logo depois da partida com a Colômbia, quando ele ainda não sabia da gravidade da contusão de Neymar.

O argumento do treinador tem como base os números fornecidos pela Fifa a respeito das faltas sofridas por Neymar, na maioria das vezes muito violentas. Foram 18 faltas recebidas em cinco jogos. Estatísticas da seleção apontam ainda que o craque foi vítima de lances violentos nos primeiros cinco minutos de cada jogo – uma tentativa de intimidação e também de tirá-lo dos jogos.

Um exemplo foi a forte entrada que levou no início do jogo contra o Chile – um tostão na coxa esquerda – e depois uma pancada no joelho. Em nenhum dos dois lances os jogadores chilenos foram advertidos pela arbitragem. O mesmo aconteceu com Zuñiga. No lance, aliás, nem falta foi marcada.

Do jogo com os chilenos também ficou a certeza, na seleção e na CBF, que a Fifa está mesmo disposta a apertar o cerco contra o Brasil, ao punir Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da seleção, com um jogo de suspensão. A Fifa alega que Paiva agrediu o atacante Pinilla, do Chile, em uma confusão entre as duas comissões técnicas no intervalo do jogo no Mineirão.

Para surpresa da CBF, do técnico Felipão e do coordenador Parreira nenhum chileno foi punido pela Fifa no incidente. Sobrou apenas para Paiva e, por tabela, para a seleção.

Carlos Alberto Parreira, com muito conhecimento dentro da Fifa – já trabalhou diversas vezes para entidade como observador dos jogos em Copas do Mundo –, também estranha o fato de ter batido forte na Fifa sem sofrer nenhuma punição.

Após a dramática classificação às quartas de final na disputa por pênaltis contra o Chile, Parreira deu declarações em inglês levantando suspeitas de um possível complô da Fifa contra o Brasil na Copa.

Parreira falou grosso e a Fifa o ignorou, sob o argumento de que o coordenador da seleção teria se manifestado ainda no calor do jogo, emocionado com a classificação do Brasil.

A leitura que a comissão técnica fez desse episódio é de que a Fifa, quando atacada, prefere não se expor para não escancarar suas preferências. Uma punição a Parreira seria colocar em dúvida a credibilidade da entidade nas questões disciplinares.

Felipão não pretende dar trégua à Fifa. A cúpula da CBF, entretanto, estuda agir nos bastidores, para que na partida contra a Alemanha, e num eventual final, o Brasil tenha tratamento igual ao dos adversários. “Não queremos ser ajudados, mas também não queremos ser prejudicados’’, declarou Felipão, no início da semana.

Uma preocupação da comissão técnica é que a sensação de uma espécie de “boicote’’ por parte da Fifa à seleção já chegou aos jogadores.

Tanto que Felipão, Parreira e seus auxiliares vão trabalhar para evitar que os atletas se deixem influenciar e isso se reflita em campo na forma de nervosismo. Eles não vão impedir os jogadores de se posicionarem, mas continuarão à frente dos protestos, se necessário.

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