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Copa 2014

Em jogo histórico, Bósnia pretende surpreender Argentina

Gonçalo Junior e Marcio Dolzan - Agência Estado

14 Junho 2014 | 20h 54

Sem nunca ter disputado uma Copa do Mundo, seleção europeia mostra ansiedade e passa favoritismo aos rivais deste domingo

O Maracanã será palco neste domingo da aguardada estreia da Argentina na Copa do Mundo, mas é para o "desafiante" da noite que a partida será de fato histórica. A partir das 19h, a Bósnia-Herzegovina fará seu primeiro jogo na Copa do Mundo, motivo pelo qual são esperados cinco mil bósnios no estádio. Neste sábado, véspera do jogo, técnico e jogadores não esconderam a expectativa para estreia, mas reconheceram o favoritismo da seleção sul-americana.

"Acreditamos que a Argentina é favorita não apenas para o jogo, mas também uma das candidatas à conquista da Copa", afirmou o técnico Safet Susic. "Mas posso garantir que nossos jogadores estão prontos", continuou.

Questionado sobre como parar Lionel Messi, Susic desconversou, mas nas entrelinhas deixou clara a sua preocupação com o camisa 10 argentino. "Me perdoem os brasileiros, mas Messi é um dos melhores jogadores de todos os tempos", avaliou.

Fabio Motta/Estadão
Jogadores da Bósnia treinam no gramado do Maracanã antes da partida contra a Argentina

Para o capitão Spahic, zagueiro do Bayer Leverkusen, o fato de Messi aparentemente não apresentar o mesmo rendimento na seleção e no Barcelona é apenas obra do acaso. "Não existe um clone do Messi, ele é sempre o mesmo", disse o defensor.

Apesar de reconhecer o favoritismo da Argentina, Susic garantiu que sua equipe será um páreo duro. "Não posso garantir que vamos vencer ou empatar, mas vamos representar bem o nosso país", comentou Susic, dizendo ainda que deverá ir para o jogo com três atacantes.

A esperança de vitória da Bósnia recai justamente sobre o ataque, que conta com a principal estrela da seleção, Edin Dzeko, do inglês Manchester City, e com Vedad Ibisevic, autor de dez gols pelo Stuttgart no último campeonato alemão.

Mas o técnico argentino, Alejandro Sabella, apontou para outro perigo, que não escolhe jogador. "Eles possuem uma equipe muito alta", destacou o argentino, lembrando as possibilidades de jogo aéreo do selecionado europeu. "É uma equipe criativa, que se posta bem na defesa, mas também busca fazer um jogo ofensivo."

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