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Copa 2014

Felipão e Thiago Silva minimizam freguesia do Chile em Copas

Leandro Silveira - Enviado especial a Belo Horizonte - Agência Estado

27 Junho 2014 | 13h 19

Técnico e capitão da seleção brasileira falam em entrevista coletiva

O retrospecto da seleção brasileira diante do Chile em Copas do Mundo é impecável, afinal, a equipe derrotou o adversário três vezes na competição. Primeiro em 1962, nas semifinais, e depois em 1998 e 2010, nas oitavas de final. Porém, essa freguesia dos oponentes foi minimizada pelo técnico Luiz Felipe Scolari e pelo capitão Thiago Silva na véspera de mais um encontro nas oitavas de final, desta vez no Mineirão, em Belo Horizonte. 

"Isso só ajuda ou atrapalha para vocês (imprensa). Para nós não, porque esse não é o time que jogou antes. É bem diferente. Os dados, para nós, não interessam", garantiu Felipão, sendo completado pelo zagueiro. "É indiferente, isso só serve para vocês analisarem. Não sei quem vai vencer, independentemente da história", completou. Para Felipão, a seleção do Chile subiu de patamar desde 2012, quando Jorge Sampaoli assumiu o comando do time.

Eduardo Nicolau/Estadão
Técnico Felipão e o capitão da seleção brasileira Thiago Silva falam em entrevista coletiva

Tanto que a equipe avançou em um dos grupos mais difíceis dessa Copa, o B, em que a Espanha, a atual campeã mundial, acabou sendo eliminada. "Desde a chegada dele, a equipe teve nova dinâmica, tem uma performance muito melhor. Os jogadores se adaptaram ao esquema perfeitamente", elogiou. O treinador destacou que o Brasil pode acabar sendo eliminado pelo Chile se cometer erros táticos na partida deste sábado.

"Taticamente, o Chile é muito evoluído e organizado. Se não formos corretos taticamente, teremos dificuldades muito grandes e podemos ser eliminados", alertou Felipão. O bom momento do Chile levou o atacante Alexis Sánchez a declarar que chegou o momento de a equipe "fazer história". Thiago Silva garantiu não encarar a declaração do adversário como uma provocação momentos antes do duelo com o Brasil, mas avisou que a seleção vai entrar em campo com o mesmo intuito e está bastante confiante. 

"Provocação, não. Ele confia na seleção dele, assim como eu. Fala o que sente, aquilo que acha que precisa falar. Não estou aqui pra responder. Estou aqui pra fazer história, ele também. Só terá um vencedor, espero que seja o Brasil. Futebol não se ganha antes e temos de respeitá-los. Se do lado deles não tem respeito, não posso falar", disse. 

Felipão invocou, inclusive, o retrospecto recente entre Brasil e Chile para lembrar o quanto adversário evoluiu, citando os amistosos disputados pelas duas seleções no ano passado. "Vocês falam de retrospecto, então foi 2 a 2 aqui (no Mineirão) e 2 a 1 lá (no Canadá). Uma igualdade muito grande", concluiu o treinador brasileiro.

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