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Copa 2014

Fifa cria ala vip em campinho na favela para receber Blatter, Ronaldo e autoridades

Jamil Chade e Marcio Dolzan - O Estado de S. Paulo

07 Julho 2014 | 10h 42

Entidade promoveu um torneio de futebol em uma região carente do Rio de Janeiro e contraste entre a pobreza e o luxo foi inevitável

De um lado da arquibancada, a imagem de moradores assistindo ao evento do telhado de casas precárias de uma favela que acumula problemas, esgoto a céu aberto e um retrato de tantos dos problemas sociais o Brasil. De outro lado da arquibancada, uma ala VIP com ar condicionado, sofá e garçom para cartolas e autoridades da Fifa

Na manhã desta segunda-feira, na comunidade de Caju, no Rio, a Fifa abriu seu principal evento social, com um torneio na favela e para mostrar que a entidade está preocupada em lidar com a desigualdade no Brasil.

Mas a estrutura montada apenas repetiu os milhares de muros entre a parcela mais rica da população e uma comunidade marginalizada. Comunidades de baixa renda foram trazidas pela Fifa ao Rio de Janeito para o torneio. "O festival é para construir um futuro melhor", declarou a apresentadora do evento. 

Fábio Motta/Estadão
Blatter na comunidade de Caju, no Rio: disparidade social é evidente

 
Para assistir ao jogo entre seleções de locais carentes, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, Ronaldo, o secretário-executivo do Ministério dos Esportes, Luis Fernandes, e outros cartolas puderam se beneficiar de um camarote com todos os privilégios.

Quando foram ao campo para os discursos de abertura, as autoridades falaram reiteradas vezes da integração entre os povos. Em português, Blatter deu “muito boas vindas ao povo do Caju”. Fez sentido, já que a estrutura montada pouco tinha a ver com a comunidade como ela é.

"Futebol conecta as pessoas e traz a oportunidade de unir os povos", disse Blatter. Os custos estimados para essa união foram de US$ 4 milhões (R$ 8,8 milhões), que incluíram desde a montagem da estrutura até despesas com viagens e hospedagens das 32 delegações – composta, entre outros, por 192 jovens de projetos sociais apoiados pela Fifa.

O Caju tem uma população de 35 mil pessoas e os problemas se mostram em todas as ruas. Mas, no campinho criado pela Fifa, o que chama a atenção é um telão gigante, ao lado dos nomes dos patrocinadores. Um gramado foi construído sobre o gramado original que já estava no local. 

Fora do campo, apenas os patrocinadores da Copa mantinham sua publicidade dentro das instalações. Não faltou nem mesmo um stand da Hyundai e até de seguradoras privadas, sempre dentro da favela.

Apesar da presença das autoridades, a arquibancada estava parcialmente vazia no evento. A quantidade de jornalistas era quase equivalente aos moradores locais.

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