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Fifa teme que jogos da Copa comecem sem lotação máxima

Último teste em São Paulo deixou entidade com má impressão

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Jamil Chade,
O Estado de S. Paulo

05 Junho 2014 | 06h47

A Fifa exigirá das autoridades brasileiras melhoria urgente no acesso dos torcedores aos estádios. O assunto fará parte de reunião que a entidade terá hoje, em São Paulo, com a cúpula do Comitê Organizador Local (COL), com autoridades locais e a CBF.

Fonte do Comitê Executivo da Fifa informou ao Estado que a entidade ficou "muito preocupada" com o que viu no último teste do Itaquerão, quando milhares de pessoas ainda estavam fora da arena, em filas, quando o jogo entre Corinthians e Botafogo começou, no domingo.

"Se isso se repetir, veremos a Copa se iniciar com parte dos assentos vazia", disse o cartola, alertando para o problema de transporte em São Paulo.

Patrocinadores, emissoras de TV e dirigentes temem dar como primeira imagem do evento ao mundo justamente um estádio parcialmente vazio. O problema não seria exclusividade de São Paulo.

Blatter se reúne com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o presidente da CBF, José Maria Marin, e outras autoridades para tentar afinar a organização de alguns elementos centrais do torneio. "Será uma reunião longa, na qual teremos acesso a uma avaliação completa de tudo o que está ocorrendo", declarou a fonte da Fifa.

Se nos bastidores as preocupações são ainda importantes, a Fifa sabe que não terá mais como mudar, de forma radical, a situação das doze sedes. Blatter, em conversa com o Estado, deixou isso claro ao revelar que a única coisa a ser feita agora é aguardar o início do torneio. "Vamos com muito entusiasmo", insistiu.

O dirigente, que busca em São Paulo apoio para um quinto mandato à frente da Fifa, fez questão de dissipar qualquer incerteza sobre a Copa. "Estou muito feliz", declarou.

A estratégia da Fifa é passar a demonstrar otimismo e acabar com as polêmicas. Assim como no governo, a missão é focar a atenção em criar um "clima de torcida", abandonando o debate sobre o legado da Copa do Mundo para as cidades.

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