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Copa 2014

Fotógrafo é ferido por bomba em protesto no Rio de Janeiro

O Estado de S. Paulo

15 Junho 2014 | 18h 46

Batalhão de Choque dispara bombas de efeito moral em manifestantes próximo ao Maracanã

A Polícia Militar do Rio de Janeiro confrontou manifestantes nesta tarde, em protesto antes do início do jogo da Argentina contra Bósnia, na Copa do Mundo. Para conter os protestos que seguiam pela Avenida Maracanã, o Batalhão de Choque disparou bombas de efeito moral. e atingiu um fotógrafo que não se identificou.

Atingido por estilhaço de bomba de efeito moral, o profissional da Agência  Rio News acabou desnorteado e não informou o nome. O fotógrafo ficou com queimaduras e estava sangrando, quando recebeu os primeiros atendimentos por socorristas voluntários. Ele seguiu por conta própria para procurar a Unidade de Pronto Atendimento da Tijuca, zona norte.

Os PMs deixaram de acompanhar o protesto andando pelas laterais, mas se alinharam em frente aos ativistas. Os artefatos foram lançados no espaço que há entre os manifestantes – o número subiu para cerca de 500 pessoas – e a primeira linha de isolamento da PM. Os manifestantes seguem gritando palavras de ordem contra a Copa em frente à primeira barreira de PMs.

Torcedores que chegavam ao Maracanã pelo Metrô, para o jogo entre Argentina e Bósnia, marcado para as 19 horas, ouviram bombas de efeito moral. Bombas de gás lacrimogêneo também foram lançadas por policiais militares que montaram uma barreira de proteção para evitar que manifestantes se aproximassem do perímetro de isolamento instalado pela Fifa.

O objetivo dos manifestantes é protestar contra os altos custos da Copa do Mundo, no Brasil. Os manifestantes se aproximam do Estádio do Maracanã, mas seguem contidos pela Polícia Militar. 

Tiago Rogero/Estadão
Fuleco aparece em manifestação com integrante dos Black Blocs

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