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Copa 2014

Goleiros são destaque na disputa por uma vaga nas quartas de final

Atuação contribui para aumentar a tensão em um Mundial de jogos surpreendentes; confira o desempenhos dos oito jogadores finalistas

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Diego Salgado,
O Estado de S. Paulo

02 Julho 2014 | 05h00

A Copa dos gols e dos lances decisivos nos últimos minutos é também a Copa dos goleiros. As boas atuações desses jogadores têm contribuído para o aumento das emoções no torneio. Mesmo com a elevada média de gols do Mundial - 2,75 (154 gols em 56 partidas) -, os goleiros tiveram participação decisiva.

Os maiores destaques das oitavas de final são Ospina, da Colômbia, e Navas, da Costa Rica. O colombiano é o primeiro colocado no ranking da Fifa, com 90% de aproveitamento - fez 18 defesas e só foi vazado duas vezes. Já o costa-riquenho pode ser considerado um dos maiores responsáveis pela histórica campanha da equipe, que chega às quartas pela primeira vez. O goleiro fez 14 defesas e bloqueou 87,5% dos chutes dos adversários.

Courtois, apesar de não aparecer tanto com defesas decisivas nos quatro jogos da sua seleção, tem a regularidade como maior trunfo. Dos 15 chutes dados contra o gol da Bélgica, 13 foram defendidos pelo jogador do Atlético de Madrid - destaque para as intervenções diante da Coreia do Sul e dos Estados Unidos. O goleiro  de 22 anos buscou a bola no fundo do gol apenas uma vez, em um pênalti convertido pelo argelino Feghouli, ainda no primeiro jogo conseguiram sucesso com a seleção.

Caso de Ochoa, que parou Neymar no segundo confronto da primeira fase. Enyeama, da Nigéria, realizou 21 defesas no Mundial. pós evitar o gol de Messi na África do Sul, há quatro anos, o jogador do Lille voltou a brilhar em um Mundial, mesmo sofrendo cinco gols no torneio - dois deles do craque argentino. Nas oitavas de final, contra a França, depois de evitar o gol francês durante 79 minutos, acabou falhando no lance em que Pogba abriu o placar.

Além deles, outros três goleiros se destacaram nas oitavas, mesmo nas derrotas de suas seleções: Howard, dos Estados Unidos, Rais Mbolhi, da Argélia, e Benaglio, da Suíça. O norte-americano fez 16 defesas contra a Bélgica - recorde desde a Copa de 1966. O arqueiro argelino quase fez história ao parar o ataque alemão no tempo normal - os gols da Alemanha saíram já no fim da prorrogação. Benaglio chegou a defender um pênalti de Benzema logo na estreia da Copa. Contra a Argentina, sofreu um gol aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação.

Entre os oito goleiros que disputarão uma vaga na semifinal, apenas dois têm aproveitamento inferior a 80%: Cillesson, da Holanda, e Julio Cesar, do Brasil, com 73,3% e 66,7%, respectivamente. O brasileiro é responsável por seis defesas após 390 minutos em campo - o menor número entre os finalistas. Dos nove chutes dados à meta da seleção, três entraram. O camisa 12 do Brasil, contudo, salvou a equipe ao defender dois pênaltis na decisão contra os chilenos. 

A Copa 2014 também foi marcada pela quebra de dois recordes. O italiano Buffon foi convocado para o quinto Mundial, somando 13 partidas disputadas. Já Mondragon, da Colômbia, tornou-se o jogador mais velho a jogar em uma Copa. Aos 43 anos, o goleiro, que esteve nas edições de 1994 e 1998, atuou por cinco minutos contra o Japão - a tempo de fazer uma defesa.

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