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Copa 2014

Mobilização das Forças Armadas para a Copa começa na sexta-feira

Leonencio Nossa - O Estado de S. Paulo

08 Junho 2014 | 16h 23

Esquema de segurança em Brasília terá 3.900 homens e mulheres, que só vão atuar em manifestações em casos de 'situação de crise'

Começa na próxima sexta-feira a mobilização do Comando Militar do Planalto para a segurança da Copa do Mundo em Brasília. O esquema conta com um total de 3.900 homens e mulheres das Forças Armadas, que estarão de contingência em quartéis e em serviço em áreas estratégicas do Distrito Federal. O uso da tropa em manifestações ou tumultos de rua só ocorrerá em casos classificados de "situação de crise" e após autorização da presidente Dilma Rousseff, como estabelece a Constituição.

O comandante de Defesa de área em Brasília, general de divisão Racine Bezerra Lima Filho, disse neste domingo que as Forças Armadas não estão focadas nos protestos. Ele relatou que o foco de atenção está no controle aéreo, em linhas de transmissão de energia, nos reservatórios de água e na segurança dos chefes de Estado. O trabalho de segurança é integrado ainda pela Polícia Militar do Distrito Federal, que continua responsável pela segurança pública; pela Polícia Federal, que fará a escolta das seleções; e pela Polícia Rodoviária Federal. "Não temos preocupação com manifestações. A nossa preocupação é com a lei e a ordem", disse o general. "Só em último caso, em situação de crise, seriam empregados os recursos das Forças Armadas."

Exército começa preparação para a Copa
Dida Sampaio/Estadão

As Forças Armadas começarão seus serviços nos quatro jogos da primeira fase na capital do Brasil

Nesta segunda-feira, 30 homens das Forças Armadas e representantes da Comissão Nacional de Energia Nuclear, da Polícia Militar e da Secretaria de Saúde do Distrito Federal realizam, a partir de 15 horas, um exercício de combate ao terrorismo na área do Estádio Mané Garrincha, que sediará no dia 15 o primeiro jogo do Mundial na cidade, entre Suíça e Equador.

Para a segurança de uma delegação de chefe de Estado, o general Lima Filho estimou que serão usados cerca de 250 homens nos deslocamentos do Aeroporto Juscelino Kubitschek e da Base Aérea para os setores de hotéis. É o mesmo número dos que trabalharão na escolta das seleções. "Usando um jargão do futebol, demos um pontapé inicial", afirmou Lima Filho. "Se não aparecermos durante o evento teremos cumprido nossa missão." Dois dias antes de um jogo, no dia da partida e um dia depois, as Forças Armadas estarão de vigilância 24 horas.

Isso ocorrerá nos jogos da primeira fase na capital - Suíça e Equador, Colômbia e Costa do Marfim, Brasil e Camarões, e Portugal e Gana. O mesmo procedimento será adotado nas partidas previstas para as oitavas de final, quartas de final e de disputa do terceiro lugar, que ocorrem no Estádio Mané Garrincha.

Só no Setor Militar Urbano, sede do Comando do Planalto, a poucos quilômetros da arena, ficarão de prontidão 2.800 homens. Uma boa parte foi trazida de organizações das Forças Armadas de Estado do Centro Oeste. O emprego da tropa será gradual e de acordo com as demandas de segurança. Na manhã deste domingo, parte do pessoal de cavalaria, tropa especial e defesa química, biológica, radiológica e nuclear participaram de um "Apronto Operacional", uma espécie de avaliação na Avenida do Exército, onde ocorrem desfiles militares. O comando contará com um total de 350 veículos e 204 cavalos. Também integram o esquema homens de cães de guerra e choque. No mês passado, o governo federal estimou um gasto total de R$ 1,9 bilhão na segurança da Copa nas 12 sedes, sendo R$ 1,2 bilhão para despesas do Ministério da Defesa e R$ 700 milhões para o Ministério da Justiça.

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