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Copa 2014

Na Itália, Ciro Immobile vai fazer dupla com Mario Balotelli

Luís Augusto Monaco - Enviado especial a Natal - O Estado de S. Paulo

23 Junho 2014 | 05h 00

Prandelli revê seus conceitos e arma o time com dois centroavantes para o jogo decisivo de amanhã, contra o Uruguai

No jogo que decidirá se a Itália vai em frente no Mundial ou passará a vergonha de voltar para casa ao fim da primeira fase pela segunda vez seguida (o empate a classifica, a derrota a elimina), amanhã, contra o Uruguai, o técnico Cesare Prandelli resolveu apostar numa formação inédita. E o que chama mais a atenção: colocará Balotelli e Immobile juntos na frente, uma fórmula que ele dizia ser impossível de utilizar por causa das características dos dois atacantes.

No treino de ontem, que começou às 12h sob sol forte e temperatura de 29 graus no campo do ABC, Prandelli armou o time com três zagueiros (Barzagli, Bonucci e Chiellini) como já era esperado, cinco homens no meio-campo (Darmian, Verratti, Pirlo, Marchisio e De Sciglio) e os dois centroavantes. Em relação à derrota para a Costa Rica, ficam fora De Rossi (machucado), Thiago Motta (por ter rendido muito mal) e Candreva (por opção tática).

Em uma de suas primeiras entrevistas no Brasil, no dia seguinte à vitória por 5 a 3 sobre o Fluminense em Volta Redonda (num jogo em que Immobile fez três gols e deu duas assistências), Prandelli ouviu várias perguntas sobre a possibilidade de escalar Immobile e Balotelli juntos. E nas respostas deixou claro que não cogitava essas possibilidade. “Não consigo vê-los juntos em campo.”

Duas semanas depois, Prandelli mudou de ideia. E resolveu colocar o artilheiro do último Campeonato Italiano (Immobile, que depois da Copa vai jogar pelo Borussia Dortmund, marcou 22 gols pelo Torino) ao lado de Balotelli.

Ettore Ferrari/EFE
Dupla de atacantes é esperança de gols para classificação italiana

Um dos motivos da escolha de Prandelli é que os outros três atacantes reservas (Cassano, Cerci e Insigne) fracassaram no segundo tempo contra a Costa Rica. Outro é que, como Balotelli insiste em voltar para buscar a bola e se afasta da área, o que deixa o treinador louco da vida, ele usará Immobile como atacante enfiado para ter presença de área. E, por fim, o novo titular tem um quê de Pippo Inzaghi (ex-centroavante que agora dirige o Milan): nunca dá sossego para os zagueiros. Com a vontade que está de mostrar serviço, é de se esperar que ele jogue com a intensidade que o treinador vive cobrando de Balotelli.

Palavra de capitão. O goleiro Buffon foi o escalado para a entrevista coletiva de ontem. E disse estar acostumado à situação que a equipe vive. “Esta é minha décima competição com a seleção, e a única vez em que chegamos à terceira rodada já classificados foi na Copa das Confederações do ano passado. Será uma decisão, mas temos dois resultados a nosso favor.” Em 2010 também era assim, mas a Azzurra perdeu para a Eslováquia e foi eliminada.

Uruguai. Na Celeste, que precisa da vitória para seguir na Copa, o atacante Nicolás Lodeiro disse ontem que o preparo físico será determinante na partida. “Ter mais ar nos momentos específicos será fundamental. Temos que ser inteligentes para ganhar.”

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