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Copa 2014

Prandelli usa familiares e amigos para motivar jogadores italianos

Luís Augusto Monaco - enviado especial a Mangaratiba - O Estado de S. Paulo

22 Junho 2014 | 14h 23

Na próxima terça-feira, a seleção da Itália enfrentará o Uruguai, às 13h, na Arena das Dunas, em briga direta pela vaga na semifinal

O técnico italiano Cesare Prandelli usou a presença das famílias dos jogadores na concentração para tentar recuperar psicologicamente um grupo que ficou abalado pela derrota para a Costa Rica. No sábado à noite, ele autorizou os parentes e amigos que estão no Hotel Pestana - o mesmo da delegação em Natal - a jantar junto com o elenco. Isso ainda não tinha acontecido no Brasil, porque a equipe sempre faz suas refeições num restaurante exclusivo.

A iniciativa do treinador foi muito bem recebida pelos jogadores. O goleiro Buffon, por exemplo, teve a chance de jantar com os dois filhos - que chegaram quinta-feira passada ao Brasil com Alena Seredova, a mulher de quem o jogador se separou há poucos meses. Os que não são casados estavam com as namoradas, enquanto Balotelli, sempre ele, é o que tinha mais convidados à mesa. Além da noiva Fanny Neguesha, que chegou antes da partida de estreia na Copa do Mundo, estavam presentes seu irmão e mais quatro amigos (o atacante gastou 18 mil euros, o equivalente a R$ 54 mil, para bancar a viagem dos quatro felizardos).

Prandelli liberou visita das famílias dos jogadores no hotel
Prandelli liberou visita das famílias dos jogadores no hotel

Em entrevista na manhã deste domingo, Buffon comentou as críticas que têm sido feitas por alguns veículos de comunicação italianos à "concentração aberta", relacionando a má atuação da equipe contra os costarriquenhos ao fato de o time estar se hospedando no mesmo hotel de parentes e amigos em todas as cidades por onde passa no Brasil.

"Nem vale a pena falar muito sobre essa bobagem. Ano passado ficamos em terceiro na Copa das Confederações com esse mesmo modelo de concentração e o que se dizia é que o fato de termos ficado perto da família havia sido algo positivo, mas agora, por causa de uma derrota, se diz o contrário. O que posso dizer é que somos profissionais responsáveis e amamos a camisa da seleção", afirmou o goleiro e capitão da Itália.

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