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Resumo da Copa: Argentina passa sufoco; Holanda vence pênaltis

O Estado de S. Paulo

05 Julho 2014 | 23h 34

Van Gaal troca goleiros e Krul decide nas penalidades enquanto Higuaín desencanta e classifica a Argentina para a semifinal

Se na noite de sexta-feira os brasileiros choraram pela lesão de Neymar e a saída do jogador da Copa do Mundo, os argentinos sentiram dor semelhante ao ver Di María deixar o campo do Estádio Mané Garrincha, antes do fim da partida contra a Bélgica. Apesar da ausência do jogador, a Argentina derrotou a equipe europeia, pelo placar mínimo, para avançar. Do outro lado, terá pela frente a também invicta Holanda, que superou, nas grandes penalidades, a defesa da Costa Rica e de Keylor Navas, premiado como o melhor do jogo, apesar da derrota. Acompanhe o resumo da Copa.

ARGENTINA 1 x 0 BÉLGICA

Depois de 24 anos, a Argentina está de volta a uma semifinal de Copa do Mundo. A minguada e sofrida vitória sobre a Bélgica por 1 a 0, no Estádio Mané Garrincha, encerrou o trauma das duas eliminações nas Copas de 2006 e 2010, ambas nas quartas de final. Com Messi bem marcado e perdendo uma chance clara nos acréscimos e Di María substituído por lesão muscular, foi a vez de o atacante Gonzalo Higuaín fazer o gol e ser o herói do jogo. Vitória histórica para os argentinos, que enfrentam a Holanda na próxima fase, às 17h, na Arena Corinthians, na quarta-feira.

Argentina x Bélgica
Ballesteros/EFE

Com o 1 a 0, a Argentina é terceira seleção classificada para as semifinais, e aguarda o resultado de Holanda x Costa Rica

HOLANDA 0 (4) x (2) 0 COSTA RICA

Louis van Gaal tomou uma das decisões mais polêmicas da história da Copas do Mundo ao trocar de goleiro, aos 15 minutos do segundo tempo da prorrogação, para a decisão dos pênaltis, fazendo seu goleiro titular chorar no banco. A opção do treinador, porém, surtiu efeito. Afinal, Krul pegou as batidas de Bryan Ruiz e Umaña e foi decisivo para que a Holanda avançasse à semifinal ao eliminar a Costa Rica depois de empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação e vitória por 4 a 3 nos pênaltis, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Apesar das defesas de Krul, o grande nome do jogo foi mesmo o goleiro da Costa Rica, Navas, que fez sete defesas na partida, muitas delas difíceis. A Holanda ainda acertou três bolas na trave durante o jogo. A Costa Rica reclamou de um pênalti e perdeu chance clara no finalzinho da prorrogação. Cillessen, que perdeu a chance de se consagrar nos pênaltis, salvou os holandeses.

Goleiro reserva pega dois pênaltis e classifica Holanda
Ricardo Moraes/Reuters

Agora a Holanda tentará quebrar a sina de vice-campeã (1974, 1978 e 2010) para conquistar o título inédito.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Após fraturar a vértebra na partida contra a Colômbia, no Castelão, Neymar deixou a concentração da seleção brasileira neste sábado e se despediu de todos os atletas da equipe. A família do jogador não revelou onde ocorrerá a recuperação. O destino do camisa 10 da seleção deve ser o Guarujá, onde costuma ficar quando está no País.

Neste sábado, depois do almoço dos jogadores, Neymar fez questão de deixar a sua mensagem de incentivo para o grupo, que enfrenta a Alemanha na próxima terça-feira. "Me tiraram o sonho de disputar uma final de Copa do Mundo, mas o sonho de ser campeão mundial ainda não acabou. Faltam dois jogos e tenho certeza de que meus companheiros vão fazer de tudo para levantar esta taça", disse o camisa 10.

Holanda, Costa Rica, Argentina e Bélgica protagonizaram os jogos da jornada, mas placar para Neymar foram vistas pelos estádios onde ocorreram os últimos jogoas das quartas de final, em Brasília e Salvador. A saída de Neymar da Copa do Mundo causou grande comoção no público que gostaria de ver o atleta disputar os próximos jogos.

Torcedores mostram apoio a Neymar
Damien Meyer/AFP

Apesar da classificação para a semifinal, o torcedor brasileiro não conseguiu comemorar muito: Neymar está fora da Copa.

OUTRAS SELEÇÕES

Regularidade, frieza e tradição resumem a história alemã em Copas do Mundo. Em 20 edições, a seleção da Alemanha chega à 13.ª semifinal da competição em 18 participações – a equipe não disputou as edições de 1930, no Uruguai, e de 1950, no Brasil. Na busca pelo quarto título mundial, o time quebrou uma marca: pela primeira vez uma seleção conseguiu chegar às semifinais em quatro Copas seguidas.