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Copa 2014

Toni Kroos, o 'Xavi' da forte seleção da Alemanha na Copa

Mateus Silva Alves - Enviado especial a Santa Cruz de Cabrália - O Estado de S. Paulo

19 Junho 2014 | 05h 00

Meia demonstrou um recital de futebol contra Portugal desempenhando função semelhante ao que faz o craque da Espanha e do Barcelona

Os três gols de Thomas Müller, as demonstrações de habilidade de Mario Götze e Mesut Özil e o dinamismo de Sami Khedira foram muito notados na goleada da Alemanha sobre Portugal, mas quem prestou um pouco mais de atenção à partida reparou que o jogo alemão fluiu maravilhosamente bem graças ao trabalho de um jogador "silencioso", mas decisivo. Os passes precisos e o controle de ritmo de Toni Kroos foram demais para os portugueses, que assistiram impotentes a um recital de futebol.

O brilho de Kroos na estreia da Alemanha na Copa não surpreendeu quem se acostumou a ver as partidas do Bayern de Munique. Seja com a camisa vermelha de seu clube ou a branca de sua seleção, o meia se incumbe de distribuir passes e controlar a velocidade do jogo. É um papel muito semelhante ao exercido por tantos e tantos anos por Xavi no Barcelona e na Espanha, e com resultado que não faz nada feio na comparação com o mestre espanhol.

Ao comentar em poucas palavras o seu estilo de jogo, Kroos disse uma frase que poderia perfeitamente ter sido dita por Xavi: "Tudo o que eu faço é tentar manter a bola no chão o máximo de tempo possível, dar bons passes e também assistências".

Contra Portugal, foram duas assistências do meia do Bayern: uma cobrança de escanteio na cabeça de Mats Hummels e um passe que achou Müller em boa posição na área adversária. Além disso, e aqui temos uma diferença importante para Xavi, Kroos se movimentou como se não existisse calor em Salvador. Com 11.701 metros percorridos, ele foi o jogador que mais correu entre os 28 que participaram da partida. Kroos levou um susto ao saber disso. "Eu confesso que fiquei muito surpreso por ter conseguido correr tantos quilômetros."

Os demais jogadores da Alemanha e a comissão técnica da equipe são todos fãs de Kroos, que na segunda-feira jogou em uma posição um pouco mais adiantada do que a que ocupa no Bayern. Mas é claro que, como bons alemães, eles acham que ainda há espaço para o jogador evoluir. "Toni está confortável com a bola, faz bons passes, abre as jogadas para os companheiros, mas marca poucos gols. Gostaria que ele chutasse mais para o gol", opinou o auxiliar-técnico Hansi Flick.

Mesmo passando longe de ser goleador, Kroos se tornou peça fundamental da seleção alemã, embora receba bem menos reconhecimento do que jogadores como Müler e Özil. Ele, no entanto, jura que não se importa. "Não me sinto subestimado", falou o meia. "Mas não é meu objetivo mudar a opinião das pessoas sobre mim. O que me interessa mesmo é o que pensam o treinador e a minha família."

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