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Van Gaal despreza disputa de terceiro lugar em Brasília

Segundo treinador, time que for derrotado, no confronto entre Brasil e Holanda, sairá do Mundial com imagem errônea de perdedor

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Sergio Torres,
O Estado de S. Paulo

09 Julho 2014 | 21h29

Mais mal-humorado do que nunca, o treinador da Holanda, Louis van Gaal, derrotado nos pênaltis meia-hora antes, reclamou, na entrevista oficial organizada pela Fifa, de ter que viajar para Brasília a fim de participar do jogo com o Brasil que definirá o terceiro e o quarto colocados na Copa do Mundo.

Na opinião de Van Gaal, essa partida jamais deveria ser disputada, afinal "só há uma taça em jogo". Ele disse considerar que a seleção que perder no sábado sairá com a sensação de que fez uma campanha ruim, pois terá sido derrotada duas vezes.

"Acho que esse jogo nunca deveria ser jogado. Falo isso há dez, 15 anos. O que é pior é que existe a possibilidade de perder duas vezes seguidas. Em um torneio em que fizemos partidas maravilhosas, poderemos voltar para casa como perdedores", afirmou ele.

Van Gaal, de 62 anos, lamentou ainda ter menos um dia de preparação para a partida em relação à seleção brasileira. Segundo ele, "é injusto" ter menos tempo de preparação "para se recuperar do que o adversário". "Isso não é fair play", sentenciou.

Van Gaal recusou-se a estender comentários a respeito da seleção brasileira, humilhada pelos 7 a 1 aplicados anteontem pela Alemanha. "Perder de 7 a 1 é como perder nos pênaltis", limitou-se a responder quando perguntado sobre o que espera da seleção brasileira no jogo de sábado.

O treinador, que deve apresentar-se até o próximo dia 20 ao seu novo clube, o Manchester United, queixou-se também do fracasso de sua seleção na cobrança de pênaltis que definiu o finalista da Copa contra a Alemanha.

"Perder nos pênaltis é terrível", afirmou ele, acrescentando que pensou em repetir a estratégia adotada contra a Costa Rica, quando, pouco antes do fim da prorrogação, trocou o goleiro titular Jasper Cillesen pelo reserva Tim Krul. Krul pegou dois pênaltis e a Holanda classificou-se para as semifinais. Cillesen, ontem, não pegou nenhum dos quatro cobrados pela Argentina.

A troca só não foi feita porque as três substituições já tinham ocorrido, revelou o técnico. Martins Indi saiu por causa do cartão amarelo no primeiro tempo. De Jong, que voltou ao time, por questões técnicas. Van Persie, porque "estava exausto", disse Van Gaal.

O treinador afirmou que o zagueiro Ron Vlaar bateu primeiro – e perdeu – porque nos treinamentos sempre se destacava. "Achei que ele seria o melhor. Chega a hora de mostrar serviço, não é tão fácil marcar. Todo mundo sabe disso", falou.

Irritado mais de uma vez com as perguntas, classificando uma delas como "humilhante", Van Gaal disse que não se interessa sobre o que dizem dele e dos times que dirige. "No futebol você tem que fazer mais um gol do que o adversário. Não conseguimos. Não criamos tantas chances. Em outros jogos, criamos. A Argentina também não criou oportunidades de gol, se é que teve alguma. Foi um jogo muito equilibrado. Jogamos uma competição excelente, mostramos um ótimo jogo. Ninguém esperava este desempenho. Ninguém esperava que passássemos para o mata-mata."

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