Corinthians em campo sob forte pressão

O Corinthians enfrenta a Ponte Preta neste sábado, às 16 h, no Morumbi, sob intensa pressão. Se fora de campo o problema é com a Gaviões da Fiel, que anuncia uma tarde de protestos contra a Diretoria e a parceira Hicks Muse, em campo a situação não é diferente. Os tropeços inesperados contra o Flamengo e o Guarani no torneio Rio-São Paulo fizeram o time despencar para o sexto lugar na tabela. Pior do que isso: se não houver uma reação imediata, o sonho de chegar entre os quatro finalistas da competição pode começar procecemente a ruir. De acordo com os cálculos do técnico Carlos Alberto Parreira, para chegar entre os quatro semifinalistas do torneio Rio-São Paulo, o Corinthians terá de vencer 70% de seus últimos seis compromissos - aproximadamente, entre quatro ou cinco jogos. Por isso mesmo é importante começar essa sequência de vitórias imediatamente, segundo o treinador. "Estamos na mesma situação da semana passada. Antes do jogo contra o Guarani, tínhamos que vencer quatro ou cinco dos sete jogos que tínhamos pela frente. Agora, temos que vencer quatro ou cinco dos seis jogos. Se não vencermos a Ponte, continuaremos tendo de vencer quatro ou cinco jogos de cinco, e assim sucessivamente. Enfim, a coisa vai se complicando na medida em que os resultados positivos não vierem". O que mais anima o treinador é que nos três jogos em que o Corinthians não conseguiu vencer, pelo menos o futebol mostrado pela equipe foi convincente. No último jogo, diante do Cruzeiro, pela Copa do Brasil, só nos últimos 15 minutos o time fraquejou. "E mesmo assim poderíamos ter goleado e decidido a classificação já no primeiro jogo do mata-mata. O problema é que o time sentiu o impacto do primeiro gol e se abalou psicologicamente. Mas o nível do nosso futebol foi muito bom. E por isso mesmo tenho razões para confiar na recuperação da equipe diante da Ponte. Preocupado eu ficaria se o time estivesse jogando mal". Prova maior de que aposta no sucesso da equipe é a escalação anunciada na véspera. Parreira vai repetir o time e o esquema com três atacantes, mesmo reconhecendo que os adversários já passaram a jogar em função da esquematização tática corintiana. "As dificuldades serão maiores a cada jogo mas isso também não é nenhuma novidade. Nós também mandamos alguém de nossa equipe olhar os dois últimos jogos da Ponte e sabemos as características principais do nosso adversário". Ao contrário de Carlos Alberto Parreira, que se esforçou para não criticar a desatenção da equipe nos três últimos jogos, os próprios jogadores são os primeiros a reconhecer que está havendo uma certa falha nesse aspecto. "Não se pode negar que a recomposição defensiva da equipe não é a mesma", sustenta o lateral Rogério. "No começo, quando cada um estava buscando o seu espaço, todo mundo voltava, ajudava na marcação. Depois que o time embalou, dá até a imprensão de que houve uma acomodação geral. E isso nós vamos ter que resolver bem depressa. Se não, vamos tropeçar outras vezes e aí vai ficar difícil a gente se classificar". Já o zagueiro Scheidt sustenta que o time deve encarar a Ponte Preta como se o jogo fosse uma pré-decisão. Argumenta que as duas equipes ocupam uma posição intermediária na classificação e que a derrota pode reduzir drasticamente as chances de classificação para ambos os lados. "Esse é o tipo de jogo que vai ganhar quem errar menos", diz o zagueiro sugerindo um jogo de muita marcação. Quanto aos protestos anunciados pela torcida no dia do palhaço, Scheidt beirou a ironia. "Eles vão torcer vestidos a rigor". Em seguida, consertou: "O torcedor tem o direito de protestar contra quem eles acham que devem protestados. Só acho que o time ainda tem crédito com a torcida". A equipe deve jogar com Dida; Rogério, Fábio Luciano, Scheidt e Kléber; Vampeta, Fabrício e Ricardinho; Deivid, Leandro e Gil.

Agencia Estado,

15 Março 2002 | 18h19

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